Frederico expõe drama por vagas em UTIs, lockdown e variante mais transmissível

Vice-prefeito diz como foi rápida a procura por leitos de UTIs em poucas horas


  • 19/03/2021, 15h20, Foto: Reprodução.

Durante a reunião do Gabinete de Crise que definiu a decretação do lockdown nesta sexta-feira (19) em Campos, o vice-prefeito Frederico Paes disse ter havido nos últimos dois dias uma explosão de casos de pessoas contaminadas pelo Covid-19 que precisaram de leitos clínicos e de UTI nos hospitais do município.

— O lockdown foi uma decisão extremamente penosa, prefeito Wladimir tem plena consciência da situação que o comercio vai sofrer, mas surpreendentemente nos últimos dois dias saímos de uma posição que, não daria para dizer que era confortável, mas menos pior. Havia de 65% a 70% de ocupação de leitos clínicos e de UTI. Isso às 18h desta quinta-feira, e ainda havia tinha 15 leitos disponíveis de UTI. Mas nas ultimas horas cresceu muito a ocupação de leitos clínicos, o que nos levou a cogitar a tomada de medidas mais duras já no final da tarde. Quando chegou por volta de 22h recebemos ligações dos hospitais de que já havia uma ocupação dos leitos de 100% — disse Frederico, que também é coordenador da área da Saúde do município. (Leia mais abaixo)

— Entramos em contato com os hospitais contratualizados, que confirmaram também ocupação esgotada de leitos. Ligamos para os hospitais particulares, que também informaram que havia igualmente ocupação de 100% dos leitos. E, pior com 6 pessoas a espera de um leito — acrescentou o vice-prefeito.

Com este cenário de colapso no sistema de atendimento, frisou Frederico, não restou outra alternativa se não a decretação do lockdown por nove dias, a partir deste sábado. 

— Houve uma explosão de casos nos dois dias, o que nos levar a acreditar nas informações do doutor Charbel Kuri (subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde) da interferência desta nova variante que é mais transmissível e agressiva. O doutor Paulo Hirano (subsecretário de Saúde) disse que nunca viu nada igual em 40 anos de experiência em medicina — contou. 

AJUDA ESTADUAL - Ainda segundo Frederico Paes, o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) ligou para o governador Cláudio Castro (PSC) buscando ajuda junto ao Executivo estadual para conseguir mais respiradores. 

— O prefeito ligou para o governador, e como ele falou aqui ao lado da promotora, antes respiradores que custavam R$ 60 mil hoje passaram a custar de R$ 120 mil a R$ 150 mil. Como ele falou: as pessoas vão me acusar de superfaturamento, mas vou deixar pessoa morrer? — relatou.  (Leia mais abaixo)

O vice-prefeito disse ainda que vai tentar a liberação de leitos no Hospital Geral de Guarus e no Hospital dos Plantadores de Cana para tornar a situação menos pior.  

VIZINHOS - A situação dos municípios do noroeste fluminense é ainda mais difícil. “Recebi uma ligação do deputado federal Christino Aureo que me contou do caso de um cidadão de Bom Jesus de Itabapoana, pessoa de muitas posses, que estava em busca de um leito para o patriarca da família em estado desesperador, e que se dizia disposto a depositar R$ 200 mil na conta de um hospital para conseguir uma vaga. Infelizmente é situação a que chegamos não poupa ninguém, independentemente de ser rico ou pobre”.   

Por fim, Frederico disse que o Gabinete de Crise ficará em reunião permanente durante este período crítico da pandemia no município.  



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