Vice de Rafael, Conceição comenta sobre a extinção de programas sociais e diz que prefeito ainda está "arrumando a casa"


  • 29/10/2020, 00h53, Foto: reprodução.

Nesta quinta-feira (29), o Campos 24 Horas entrevista Conceição SantAnna (Cidadania), vice-prefeita do município e candidata a reeleição na chapa encabeçada pelo prefeito Rafael Diniz (Cidadania). Trata-se da penúltima entrevistada na rodada que o site faz com os candidatos a vice. Ela fala, entre outros assuntos, sobre as ações que reputa de maior importância nos quatro anos de mandato e comenta um dos temas que, segundo especialistas, causou grande desgaste ao governo: a desativação ou extinção de programas sociais. A respeito de Rafael Diniz, Conceição afirma que "ele está arrumando a casa e é preciso mais tempo para que o trabalho possa ser sentido por toda população". (Veja a entrevista completa abaixo)

Campos 24 Horas - O que levou a senhora a ingressar na política? Conceição SantAnna - Há anos trabalho com idosos e com pessoas em situação de vulnerabilidade social, já ocupei cargos públicos e participei de conselhos municipais. Mas foi em 2016 que ingressei na política através de um cargo eletivo. Rafael me fez o convite e aceitei. Eu vi o que ele fazia, enquanto vereador, pela nossa cidade e eu tive a certeza de que como prefeito ele seria uma pessoa correta. Isso me deu força de estar ao lado dele, fazer mais pelas pessoas. Logo no primeiro ano de mandato tive a oportunidade de ir a Brasília para articular liberação de verbas em prol dos nossos idosos. Resultado disso é a reforma da Casa de Convivência do Tamandaré, Campos é pioneira no estado do Rio a contar com um programa de inclusão digital para idosos, estamos em andamento com o projeto para construção de uma instituição de longa permanência para o idoso e ainda articulamos a liberação de emenda parlamentar para a reforma do telhado do Asilo do Carmo.  (Leia mais abaixo)

C24H - Como a senhora vê a busca da reeleição pelo prefeito Rafael Diniz no cenário atual? Conceição - Rafael é uma pessoa correta e em todas as conversas que temos participado, as pessoas entendem a situação que encontramos e reforçam que ele é um homem honrado. Ele é um gestor de muita coragem para tomar as decisões certas, quando necessárias. Ele pode e deve dar continuidade ao nosso trabalho. Ele está arrumando a casa e é preciso mais tempo para que o trabalho possa ser sentido por toda população, já que a realidade que Campos se encontrava não se muda tão rápido. Dá uma força muito grande estar ao lado de Rafael por acreditar nele enquanto político. Ele, hoje, é o mais bem preparado para administrar a cidade. Conhece Campos na sua maior crise financeira.

C24H - O que de mais importante a senhora poderia destacar entre as realizações no atual governo? Conceição - Temos muitas realizações e todas muito importantes dentro de suas áreas. Destaco o Cemei do Parque Aurora, Paraesporte, reforma das unidades de saúde, compra de equipamentos para a saúde, reforma do HGG que está em andamento, conclusão das obras das novas UPHs São José e Travessão. O novo Fundecam que investe em agricultura, empreendedorismo, tecnologia. Reabrimos o Teatro de Bolso, estamos concluindo as obras do Palácio da Cultura. Concluímos e entregamos os apartamentos do Residencial João Batista, na Lapa. A casa própria para 72 famílias. Não podemos esquecer a reorganização administrativa e financeira da Prefeitura. 

C24H - Como assistente social, como a senhora avalia a desativação ou extinção de alguns programas sociais no atual governo? Conceição - É importante que fique claro que os programas não foram suspensos simplesmente porque a gente quis. Não havia outra saída. Encontramos os programas já com dívidas e ainda mantivemos, pagando, até quando foi possível. A partir do momento que não deu mais, de que não havia outra alternativa, daí a decisão pela suspensão. E esse novo momento permitiu romper com o assistencialismo e deixar que as assistentes sociais pudessem realizar, de fato, a assistência social. E beneficar aqueles que realmente precisam com Bolsa Família, programa de cesta básica e Renda Mínima (um salário mínimo). Os assistentes sociais trabalham sem pressão. De forma técnica, contemplar aqueles que realmente precisam. A triagem é técnica, ampliamos o atendimento nos Cras e Creas e os assistidos são encaminhados para os programas e cursos profissionalizantes. No Centro Pop, oferecemos refeições diariamente às pessoas em situação de rua. Há ainda 4 acolhimentos institucionais para adultos e famílias em situação de rua com café da manhã,  lanche, almoço, lanche e jantar.

C24H - A senhora acredita que a população irá reconhecer o trabalho do Rafael Diniz diante da crise? Como a senhora faria no lugar do eleitor comum no momento de julgar o prefeito? Conceição - Sim, acredito! O resultado virá com o tempo. Como eleitora, é claro que temos que avaliar todos os candidatos, entre todos o melhor é Rafael Diniz. Não é porque estou com ele. Campos nunca passou por tanta dificuldade financeira como nesses últimos anos, com queda de repasse dos royalties, participação especial zerada e as muitas dívidas que deixaram. É muito fácil governar com dinheiro, mas governar sem dinheiro e levar a cidade como estamos levando sem dúvidas nenhuma Rafael Diniz é o melhor candidato, e é nele que votaria mesmo se não estivesse com ele.

C24H - A mulher tem sido estimulada a participar da política? Apesar de ser hoje maioria e dos avanços a representação feminina na política ainda deixa a desejar. Qual a sua avaliação? Conceição - Já avançamos muito, mas ainda temos muito que avançar. A mulher precisa entender o lugar dela, tomar posse da representatividade. Participar de conselhos, concorrer ao Legislativo, Executivo. E é extremamente gratificante encontrar gestores que valorizam o potencial da mulher. No nosso governo, por exemplo, a participação da mulher é expressiva. Elas estão em todos os setores e em muitos cargos de chefia, inclusive como secretárias e superintendentes. Rafael valorizou a mulher no governo. E nós mulheres temos uma força muito grande no governo Rafael Diniz. (Leia mais abaixo)

C24H - A senhora é campista? Nasceu em que bairro ou localidade? Conceição - Sou campista com muita honra. Nasci e fui criada no Parque Rosário e moro, atualmente, no bairro Caju.

C24H - Por que optou por ser assistente social? Conceição - Porque acredito que é possível ajudar e transformar um ser humano numa pessoa melhor. Por isso eu acredito na minha profissão e escolhi ser uma assistente social.

C24H - Conte-nos um pouco sobre sua trajetória de vida? Conceição - Me formei e logo o meu primeiro emprego foi com idoso. Trabalhei durante 26 anos no Asilo do Carmo. Entrei como assistente social, recebendo salário. Mas depois o asilo teve uma decadência financeira e eu, claro, não quis mais receber e fiquei 20 anos sem remuneração. Prestando serviço voluntário. Meu objetivo era trabalhar pelos que mais precisavam. Fui casada, hoje sou divorciada, tenho uma filha maravilhosa. Daniele, dentista. Tenho dois netos que amo muito. Minha mãe tem 91 anos, sou a segunda de oito filhos. Já fui membro do Conselho Municipal da Mulher, trabalhei 15 anos na Promoção Social como diretora do departamento de habitação; sou membro do Rotary Club São Salvador. Estive esses quatro anos com Rafael e pretendo, se assim for da vontade da população, continuar com ele por mais quatro anos na administração da cidade. Seguindo com a transformação de Campos.



fique bem informado