Postado por Fabiano Venancio - Os ecos do vídeo gravado no último domingo pelo ex-vereador Marcos Vieira Bacellar, com ofensas ao casal de ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho repercutiram na sessão desta terça-feira (15) da Câmara Municipal de Campos. O primeiro a falar foi Marquinho Bacellar (SD), filho do ex-legislador, presidente do Legislativo. O site Campos 24 Horas mostra os trechos mais importantes dos principais pronunciamentos de outros vereadores como Silvinho Martins, Igor Pereira, Nildo Cardoso e Juninho Virgílio. Vale destacar que o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o prefeito Wladimir Garotinho em momento algum participaram da polêmica, mostrando que pretendem manter a boa relação institucional entre eles.
“Quem conhece história do meu pai sabe que ele não teve intenção alguma de ofender nenhuma mulher. O que aconteceu foi que, pela sua idade a explosividade habitual, reagiu a uma semana de ataques do ex-governador. Agiu mais na emoção do que na razão. Errou e se desculpou, assim que tem que ser feito, e toda pessoa que se sentiu ofendida tem o direito de buscar a Justiça. E peço desculpas em nome do nosso grupo a todas as mulheres que se sentiram ofendidas”, disse Marquinho. (Leia mais abaixo)
O presidente da Câmara garantiu que as rusgas entre seu pai e o casal de ex-governadores não irão interferir na relação institucional entre ele e o prefeito Wladimir Garotinho.
“Quem está esperando que eu vá brigar com o prefeito devido a atitude de nossos pais, está enganado. A pacificação existe e está sendo mantida. Se eles (os pais) querem brigar nas redes sociais, eu e o prefeito chegamos a um entendimento. Preferimos viver a vida real, buscar melhorias e qualidade de vida para o povo de Campos”, acrescentou o presidente.
JUNINHO DEFENDE CASAL GAROTINHO - Juninho Virgílio (União Brasil), vice-líder do governo, saiu em defesa do casal de ex-governadores, criticou ataques da oposição a Garotinho e também defendeu a prioridade ao fim das hostilidades.
“A gente precisa pacificar, mas Garotinho tem sido bastante atacado aqui na Câmara e ficado quieto por muito tempo. O próprio filho (Wladimir) pediu que ele não respondesse por conta desta pacificação. Mas eu não vou deixar de subir aqui defender meus amigos. Seu Marcos (Bacellar) resolveu se desculpar depois daquele vídeo, dizendo que que queria atacar Rosinha como mulher, mas a ex-governadora. Mas atacou uma mulher, mãe, avó e esposa. Garotinho tem muito a contribuir com Campos. Se ele tá morto, como vocês dizem, então deixa ele quieto”.
Nildo Cardoso (União Brasil) também fez um apelo à paz e afirmou que nunca testemunhou um clima de hostilidades “nesta proporção” na política de Campos. (Leia mais abaixo)
“Estou há 15 anos nesta Casa e nunca vi uma guerra nesta proporção. É só terminar uma eleição, aí recomeça a guerra. E Campos, como fica? A população precisando de emprego, saúde, educação, transporte... O município só tem a perder. É uma briga que não tem vencedor. Quem perde é a população”, avaliou.
“Temos um deputado na cadeira de presidente da Assembleia Legislativa, um governador que tem simpatia pela cidade como tem demonstrado, uma receita que cresceu bastante — e me preocupa essa questão em relação ao futuro dos royalties —mas precisamos de união. Acabar com o respeito nesta Casa não faz sentido. Ficar de picuinha neste cabo de guerra não dá pra mim. Tem muita gente lá fora precisando da gente”, arrematou.
Silvinho se posiciona- Ao comemorar os avanços no atendimento aos pacientes renais crônicos através da cooperação entre os governos municipal e estadual, Silvinho Martins (MDB) e Igor Pereira (SD) também destacaram a necessidade da pacificação e a parceria institucional entre os dois entes.
“Precisamos dessa união. Nós temos o governador Cláudio Castro que tem um coração aberto para nossa cidade, um prefeito bem articulado como Wladimir, e o deputado Rodrigo Bacellar, não há dúvida que o peso que ele tem é imensurável. E não estou falando aqui para fazer média porque ele não precisa disso, é a constatação da verdade. Quando a gente tem entendimento, o povo ganha. Quando começa a politicagem, o povo perde”.
IGOR PEREIRA - “Sem querer culpar este ou aquele grupo, acho que houve erro de ambas as partes. Nós temos que continuar a seguir na política do nós. Essa vaidade ou imaturidade que ocorre aqui dentro atrapalha muito o bom andamento da Câmara. Precisamos colocar a população à frente da política partidária”, finalizou Igor. (Leia mais abaixo)