Atualizado: domingo, 28 de setembro de 2014 - Foto: Saulo Garcez / Campos 24 Horas



Num clima de consternação e revolta, foi sepultado na tarde deste sábado (27), o corpo do estudante Deison Wallace da Hora, de 18 anos, que foi morto a tiros após uma tentativa de assalto na noite desta sexta-feira (26), em frente ao Instituto Federal Fluminense (IFF), na Avenida 28 de Março, em Campos. Centenas de pessoas compareceram ao Cemitério Campo da Paz, entre elas parentes, colegas e funcionários do IFF.
Emocionado, Deicre Wallace da Hora, de 40 anos, pai do estudante, falou ao
Campos 24 Horas. Ele fez críticas às autoridades da área de segurança.
"A gente se sente de pés e mãos amarrados, porque se no momento em que o fato ocorreu eu tivesse com uma arma de fogo e tivesse alvejado um dos meliantes, eu estaria preso. Se isso acontece, a OAB estaria aqui, os Direitos Humanos estariam aqui, e o bandido passaria a ser vítima", disse o pai que ainda questionou o fato de não ter recebido a devida atenção após o crime.
Muito emocionado, o pai falou sobre o dia a dia do seu filho. Deison fazia curso técnico no IFF no turno da manhã, trabalhava em uma empresa a tarde e a noite cursava Tecnologia da Informação, também na instituição.

No momento do crime, a vítima estava indo para um retiro espiritual.
"Eu tinha deixado a bolsa com ele na hora do almoço,na casa da madrinha dele que mora lá perto. Ele estava atravessando a 28 de Março, sentido IPS, e iria descer na pracinha, de onde o ônibus saiu para a Igreja do Saco", contou o pai.
"Espero que seja feita justiça", encerra o pai.