Veja só: a maré não está para peixe!

ARTIGO


09/01/2016     Suledil Bernardino_______________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria Suledil Bernardino capaO povo brasileiro tem, em sua cultura, inúmeros ditados populares, sempre refletindo muita sabedoria. Esta semana, fomos bombardeados pela mídia nacional de números inacreditáveis na área econômica.  A indústria automobilística teve o pior desempenho dos últimos 28 anos. A queda da vendas de veículos novos foi superior a 26% em 2015, comparada ao ano anterior. Mais de mil concessionárias fecharam as portas em 2015, gerando mais de 30 mil desempregos no setor. A produção industrial despencou 12,4%, a maior queda já registrada desde novembro de 2003.  O recuo é o 21º seguido desde abril de 2009. Só em 2015, a queda acumulada foi de 8,1%. O dólar vem subindo e ultrapassou a casa dos R$ 4 e a desvalorização do real, registrada esta semana, já é a maior desde 2004. O governo federal, na tentativa de segurar a desvalorização do real perante o dólar, perdeu quase R$ 90 bilhões em 2015. O saldo negativo do ano da poupança ficou em R$ 53,567 bilhões. O Banco Central não registrava retirada líquida anual desde 2005 (R$ 2,720 bilhões), ou seja, a população precisou lançar mão da poupança para sobreviver diante da crise econômica em 2015. E o cenário nebuloso da economia do país não para por aí... O petróleo brent caiu para U$S 33, nesta última quinta-feira (07), alcançando seu nível mais baixo dos últimos 11 anos, valores que foram praticados em julho de 2004.  Os preços do petróleo ampliaram as perdas desta semana e foram negociados em níveis não observados em mais de uma década esta semana, uma vez que as crescentes preocupações sobre as perspectivas econômicas da China foram somadas à visão de que um excesso de oferta mundial pode durar mais tempo do que o previsto. Com certeza, diante deste quadro, “a maré não está para peixe”. O governo da prefeita Rosinha Garotinho previu, no final de 2014, que essa crise econômica iria chegar até a nossa cidade e, por isso, retirou o orçamento da Câmara Municipal, que era de R$ 2,5 bilhões e reapresentou um novo orçamento para 2015, com previsão de perda superior a R$ 800 milhões. A oposição, despreparada,  tentou atribuir a crise a um suposto problema de gestão mas deram com os burros n’água, pois hoje, a crise nacional revela o quanto a prefeita se preparou para enfrentar a pior perda de arrecadação da história do município de Campos, dando a volta por cima ao pagar o salário de dezembro e a segunda parcela do décimo terceiro antes do Natal, ao contrário, do governador Pezão, padrinho político da oposição de Campos que, até hoje, não pagou o salário de dezembro dos servidores e que parcelou a segunda parcela do décimo terceiro.Infelizmente, quem está pagando o preço desta falta de planejamento são os servidores estaduais e a população. Na verdade, a maré não só está para peixe, como está muito brava também.



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