Veja as reações, causas e tratamentos da dermatite atópica

A dermatite atópica também é conhecida como eczema atópico. De origem grega, o termo significa pele que ferve.


  • 06/02/2024, 08h38, Foto: Divulgação.

No último episódio da série "Alergia - O Corpo em Alerta" - o Doutor Drauzio Varella mostrou os desafios e os tratamentos da dermatite atópica, uma alergia que provoca a inflamação da pele - a primeira camada de proteção do corpo.

Aparecem a vermelhidão, o ressecamento e lesões, principalmente, nas dobras do corpo como cotovelos, mãos e pescoço. As terminações nervosas - que ficam em contato com a pele - levam o sinal de coceira para cérebro. Uma sensação perturbadora. (Leia mais abaixo)

A dermatite atópica também é conhecida como eczema atópico. De origem grega, o termo significa pele que ferve. As causas são múltiplas, envolvem um sistema imunológico descontrolado, uma pele muito sensível à invasão de alérgenos e - na maioria dos casos - herança genética.

"Se a gente for pensar nessa camada mais externa da pele, como um muro, que protege a gente contra agressões externas, irritantes, bactérias penetrarem e não deixa a água sair. Quem tem dermatite atópica o muro não é muito bom. Isso faz com que eu perca muita água e resseque muito minha pele, então o hidratante é um selador é fundamental, faz parte do tratamento", explica o presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, Fábio Kuschnir.

Mãe luta para conseguir tratamento imunobiológico para o filho Pedro, 12 anos, tem dermatite atópica. "Sentia muita irritação e, também, tipo pinicando, parecia umas formiguinhas, bem chato", relata o menino.

"Com 3 meses já identifiquei, ai com 7 meses, ele começou a fazer um tratamento com antialérgico [...] É uma bomba. É muita coisa. É uma angústia muito grande. Vontade de tirar uma coisa que infelizmente não consigo", diz Marilúcia Dias Gabriel, mãe do Pedro.

Na maioria dos casos leves, a dermatite é tratada apenas com hidratante. Mas, ao longo dos anos, o quadro do Pedro se agravou, ficou constante. Só hidratação não adianta mais. (Leia mais abaixo)

O menino trata a dermatite grave com um medicamento imunossupressor no Instituto da Criança, no Hospital das Clínicas, em São Paulo. E tenta - pelo convênio médico - um outro tipo de tratamento, o imunobiológico ou terapia-alvo.

O plano de saúde respondeu: "Em resposta à solicitação vim informar sobre a impossibilidade de cobertura do pedido em referência. Não identificamos comprovação de eficácia ou efetividade suficientes".

"Eu falei pra ele ficar calmo. Tenho falado pra mim mesma ficar calma. Pedro vai conseguir", desabafa a mãe.

Lúcia também tenta o tratamento imunobiológico para o Pedro na Farmácia de Alto Custo do Governo de São Paulo. O prazo que eles pediram para entrar em contato com a resposta já venceu.

Em nota ao Fantástico, o governo do estado disse que o medicamento que o Pedro solicita não faz parte do programa do SUS. E que o pedido está passando por avaliação. O resultado será informado nos próximos dias. (Leia mais abaixo)

A família não tem condições de pagar pelo medicamento. O pai de Pedro trabalha em dois empregos. Caso não consigam, vão recorrer à justiça.

"A gente está tentando essa medicação porque é uma esperança de dar uma qualidade de vida melhor para ele", completa Lúcia.

Dermatite atópica severa: ansiedade ou depressão Metade das pessoas com dermatite atópica severa sofre com ansiedade ou depressão. É o caso do Pedro. Os médicos orientam: com tratamento contínuo e adequado - e uma rede de apoio - é possível enfrentar as restrições impostas pelas alergias. E fazer atividades que divertem e dão prazer.

"Nosso objetivo é fazer a roda girar para frente. A doença não impede de fazer as coisas, mas é preciso alguns ajustes", diz a médica Ana Paula Moschione.

Fonte: G1 (Leia mais abaixo)



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