Atualizado: sábado, 22 de fevereiro de 2014 - Foto: Gerson Gomes / Campos 24 Horas
Artista será homenageado este ano no carnaval fora de época de Campos, o Campos Folia (Leia mais abaixo)

Um artista do interior, ligado ao samba, conseguir sobreviver há 30 anos basicamente da música, é um feito de poucos, que merece ser contado em verso e prosa. É isso que vai acontecer com Arivaldo Oliveira, popularmente reconhecido como Vado do Pagode, que será homenageado este ano no carnaval fora de época de Campos, o Campos Folia, pelo Boi Deita e Rola.
Nascido no berço do samba, a Lapa, Vado do Pagode conseguiu nestas três décadas alcançar voos e fazer sua música ecoar em outros municípios e até estados. O pagodeiro-sambista ou sambista-pagodeiro, como as pessoas desejarem classificá-lo, além de ter passado por quase todas as agremiações carnavalescas de Campos, como intérprete ou puxador de samba, também participa de outros carnavais.
No vizinho município de São Francisco do Itabapoana, Vado do Pagode anima a folia de Momo em Guargaú, puxando samba no “Boi Canário”. No estado do Espírito Santo, em Guarapari, participa do Bloco “Quem não Sabe não Brinca” e, no estado do Rio, em Teresópolis, está no Bloco “Santa Cecília”. Ainda no estado do Rio, em Conceição de Macabu, no “Unidos de Bacayna”.
Mas, como todo bom sambista, o Rio de Janeiro ainda é o sonho dourado deles. Por isso que Vado do Pagode tem participado de vários concursos por lá, tendo ficado em terceiro lugar ao participar do Bloco “Arranco de Engenho de Dentro”, disputando com os feras do samba carioca. E não pára por aí. Ele também participou de concurso na Grande Rio em 2002, ente outros.
O artista tem um grupo musical, o Vado do Pagode e Grupo Simpatia, que se apresenta em todo o município, além de cidades vizinhas. E quem pensa que ele está sozinho nesta estrada, está enganado. O artista ainda conta com a colaboração de seus filhos, Júnior e Carine, totalmente integrados ao mundo de Vado. (Leia mais abaixo)
História
Vado do Pagode foi tri-campeão pela Escola de Samba Ururau da Lapa, tetra-campeão pela Escola de Samba As de Ouro, penta-campeão pela Escola de Samba Caprichosos, um ano pelo Bloco de Samba Os Psicodélicos, um ano pelo Bloco de Samba Unidos de Nova Brasília e por aí vai. Vado começou sua vida como percussionista em bandas conhecidas nacionalmente, tendo sido parceiro de tradicionais sambistas de Campos, como Ataíde dias e Eli Miranda. Seu primeiro grupo de pagode se chamava Patola do Pagode.