Agentes penitenciários decidem suspender paralisação

Após poucas horas em greve, categoria decidiu retomar as atividades às 13h deste sábado


28/01/2017     10h08    |     Foto: Divulgação Após poucas horas em greve, os agentes penitenciários do Rio decidiram suspender a paralisação às 13h deste sábado (28). A categoria fez uma breve reunião em frente ao complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, e decidiu suspender a greve por volta das 11h. Eles tinham iniciado a greve nesta madrugada. Essa foi a segunda greve no mês que os agentes fizeram.

Mesmo com o término da paralisação, os parentes de presos e advogados que pretendiam visitar os clientes não conseguirão neste sábado. Isso porquê o horário de visitação termina às 12h. Segunda a categoria, na segunda (30), às 17h, eles vão realizar uma assembleia para decidir se vão retomar as negociações com o governo ou entrar em greve novamente.

Os agentes reclamam da péssima condição de trabalho dentro dos presídios e da superlotação. A categoria ainda não recebeu, por exemplo, o 13°salário e o pagamento das horas extras. De acordo com eles, existe uma médias de 5 agentes para cuidar de cada 2 mil presos, gerando uma grande sobrecarga de trabalho. (Leia mais abaixo)

Justiça determina corte de ponto de agentes penitenciários em greve O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, determinou nestas sexta-feira (27) o corte de ponto dos agentes penitenciários que mantiverem o estado de greve. O magistrado decidiu ainda dobrar o valor da multa diária – de R$ 100 mil para R$ 200 mil – caso o Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Estado opte pela manutenção da paralisação das atividades. A decisão do presidente do tribunal foi proferida com base em petição da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que acusa o sindicato de descumprir o que foi acordado em audiência de conciliação, realizada na última terça-feira (24). No encontro, de acordo com os autos processuais, os representantes se comprometeram a “manter o serviço pela categoria dentro das condições habituais”. No entanto, a PGE informou que o estado foi surpreendido por um ofício encaminhado pelo sindicato de que uma assembleia realizada no dia (23), um dia antes da audiência de conciliação, decidiu pela manutenção da greve. O sindicato – réu no processo – foi intimado a se manifestar, no prazo de 10 dias por litigância de má-fé. Já o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Gutembergue de Oliveira, disse que não poderia fechar um acordo sem uma nova assembleia. “Eu avisei na audiência de conciliação que eu não poderia aceitar proposta alguma, senão marcando uma nova assembleia depois do movimento deste final de semana, no sábado e domingo e que na segunda-feira no final da tarde faríamos uma nova assembleia e levaríamos a proposta do governo que é suspender o movimento por 30 dias em decorrência do acordo com a União”, afirmou. A nova assembleia da categoria está marcada para a próxima segunda-feira (30) para definir os rumos do movimento. Fonte: ABr  



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