Ururaí: famílias ilhadas não aceitam deixar suas casas


Segunda-feira, 1º de abril de 2013 - (Fotos:  Campos 24 Horas)

Rio sobe mais uma vez, mas famílias ribeirinhas não deixaram suas casas. A Defesa Civil já orientou sobre a necessidade de saírem com antecedência Rio Ururaí 2Rio Ururaí 1Apesar do nível do Rio Ururaí ter subido mais uma vez neste fim de semana, algumas famílias ribeirinhas que estão ilhadas não aceitam deixar suas casas. Elas alegam que, na última cheia, depois de saírem, os imóveis foram saqueados.A Defesa Civil insiste na necessidade delas saírem com antecedência.   (Leia mais abaixo)

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, Henrique Oliveira, o rio estava medindo 3,44 metros, tendo subido quatro centímetros em relação ao mesmo período de sábado (30). Quanto ao Rio Paraíba do Sul, o nível baixou e a medição registrou 7,60 metros. Na manhã de manhã, o registro feito foi de 8,40 metros. As cinco famílias de Ururaí que tiveram as casas invadidas pela água continuam abrigadas na Escola Pequeno Frederico. Nesta segunda-feira (1º), uma equipe do Departamento de Gestão da Secretaria de Educação visitará a unidade para avaliar a situação e tomar providências para não prejudicar o calendário escolar dos alunos da unidade. Nesta segunda-feira, não haverá aulas.

Rio Ururai capaDevido à falta de limpeza do Canal de Tócos, as águas não conseguiram prosseguir seu curso natural até chegar à Lagoa Feia e ocorreu transbordamento neste sábado (30) em diversos pontos, com a invasão de pastagens de áreas de cultivo da cultura branca, na localidade do Carvão e proximidades de Caxias de Tócos. Em uma das propriedades, todo o gado teve que ser levado para uma fazenda vizinha, para evitar o risco de afogamento. O secretário de Defesa Civil informou que o problema ocorre porque o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) não realizou as obras de dragagem necessárias para o período das águas, tendo em vista que o leito do canal está assoreado há cerca de três anos e com muito mato, o que impede a passagem das águas que o Canal de Tócos recebe do Canal Campos-Macaé e também das águas das intensas chuvas que caem nas regiões de topografia mais baixas e que são drenadas para o Canal de Tócos, que aduz todas as águas em excesso para a Lagoa Feia.     - O que falta no Canal de Tócos é a dragagem e, para solucionar o problema, vamos nos reunir com o secretário de Obras e Urbanismo, Edilson Peixoto, na segunda-feira para tentarmos entendimento com o Inea e, no caso do órgão estadual autorizar, certamente, que a prefeita Rosinha Garotinho vai autorizar realizar obra de emergência, no sentido de desobstruir os pontos mais assoreados do Canal, de forma que a água tenha passagem”, informou o  secretário de Defesa Civil, Henrique Oliveira.     A remoção dos animais tem provocado transtornos e prejuízos para os pecuaristas,  tendo em vista que, por causa da distância,  a  ordenha fica suspensa e, conseqüentemente, também fica paralisada a produção de queijo. A criação de outros animais como aves (galinhas, patos), suínos (porcos) e caprinos (cabras e ovelhas) também fica prejudicada porque o acesso até o local de venda fica comprometido com o grande volume de água.

Canaviais  com  produção comprometida - Também estão com perdas os produtores rurais do setor canavieiro e de grãos. Várias áreas de cultivo de cana e de milho, aipim e batata-doce estão debaixo dágua. A solução é a limpeza do  Canal, ou seja, a dragagem. Como a safra já está em andamento, as canas nos canaviais alagados vão perder sacarose.



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