Urna eletrônica opera sem internet e possui camadas de auditoria e segurança

Equipamento valida assinaturas digitais e bloqueia a inicialização caso detecte alteração no software


Urna eletrônica brasileira
Divulgação/TRE via Gávea News/Terra

A urna eletrônica usada nas eleições brasileiras funciona sem conexão com a internet ou redes sem fio. O equipamento não possui componentes para acesso remoto, e seu sistema operacional é preparado sem mecanismos de conexão de rede.

Os programas são desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ficam disponíveis para inspeção de entidades fiscalizadoras, como partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal e universidades.

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Assinaturas e verificação

Na cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais, os programas recebem assinaturas digitais e resumos digitais, conhecidos como hashes. Esses elementos permitem verificar a autoria e a integridade do software.

Cada urna também possui um componente de segurança com chip protegido fisicamente. Antes da inicialização, ele confere assinaturas e hashes. Se o código tiver sido alterado ou não possuir a assinatura do TSE, o equipamento é bloqueado.

Os componentes eletrônicos são entregues pelos fabricantes sem os programas eleitorais. A instalação é feita pela Justiça Eleitoral, e as entradas físicas da urna recebem lacres produzidos pela Casa da Moeda.

Após a votação, os dados das mídias de resultado são protegidos por criptografia e assinaturas digitais antes da transmissão pela rede da Justiça Eleitoral.

Fonte original completa: Terra/Gávea News.

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