A subsecretária municipal de Políticas para as Mulheres, Josiane Viana, e sua equipe se reuniram com o servidor público e psicólogo Leandro Bittencourt, da área técnica de violências da Vigilância Epidemiológica da Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde. O objetivo foi propor a aproximação entre os órgãos no enfrentamento à violência contra mulheres. A ideia se baseia na compreensão de que a violência tem causas diversas e que todo trabalho nessa área deve envolver a articulação de diversas frentes das políticas públicas. O encontro aconteceu na última quarta-feira (30).
A violência é um problema de saúde pública e todo atendimento em qualquer unidade de saúde do Brasil deve ser notificado à Vigilância Municipal e/ou Estadual para a definição de políticas públicas de prevenção e promoção à saúde. “A partir do levantamento e análise dessas notificações, conseguimos avaliar quais são as principais violências que acometem a população e planejar políticas públicas a partir disso”, explica o psicólogo. (Leia mais abaixo)
Os dados levantados pela Vigilância Epidemiológica em 2019 e 2020 mostram que as mulheres ainda são maioria, neste período, na busca de atendimento em decorrência de violência. Durante o encontro, foi proposto o início de um grupo de trabalho liderado pela Subsecretaria de Políticas para Mulheres que envolva profissionais de diversos setores como a saúde, assistência social, judiciário, segurança pública, entre outros.
“O objetivo é organizar um fluxo de atendimento integral a mulheres vítimas de violência, incluindo nessa rede o recém-criado Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) como dispositivo estratégico sendo uma estrutura essencial da política nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, uma vez que visa promover a ruptura da situação de violência e a construção da cidadania por meio de ações globais e de atendimento interdisciplinar (psicológico, social, jurídico, de orientação e informação) à mulher em situação de violência”, explica Josiane Viana.
O CEAM exerce um papel de articulador dos serviços e organismos governamentais e não-governamentais, que integram a rede de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade, em função da violência de gênero. “Acreditamos que a aproximação intersetorial entre a rede de proteção é fundamental para que mulheres e meninas encontrem o suporte necessário para romper com o ciclo da violência”, esclarece a subsecretária.