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CAMPOS 24H ENTREVISTA o veterinário e diretor do CCZ, César Palma de Salles Ferreira


17/01/2016   07h20   |    Foto: Campos 24 Horas Cesar Sales (10)Postado por: Fabiano Venancio A guerra em Campos contra o mosquito aedes aegypti, antes conhecido somente como o “Mosquito da Dengue” e, agora, como o “Mosquito do Chikungunya” e “Mosquito da Zica”, não para. Somente nestes primeiros dias do ano, o Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) afirma que já são 34 casos positivos de dengue, fora os que estão em processo de exame, classificados como casos suspeitos. No entanto, estudiosos do assunto afirmam que não basta somente o governo entrar nessa guerra. A população também tem que fazer sua parte, caso contrário, vai continuar acontecendo o que se vê há anos: casos e mais casos positivos. Mas quando o assunto é mosquito, seja lá qual for, a situação está crítica mesmo é na praia de Farol de São Tomé, onde moradores e veranistas afirmam que nunca mosquitos apareceram em tanta quantidade como este ano. O veterinário e diretor do CCZ, César Palma de Salles Ferreira, tranquiliza a população e diz que os mosquitos na praia campista não são o aedes aegypti mas, sim, cúlex, conhecidos como “pernilongos”. entrevista Campos24Horas – Em vários pontos do município têm surgido revoadas de mosquitos. São mosquitos da dengue? Cesar Sales (8)César Salles – Não. O fenômeno de excesso de mosquito, essa revoada, é de cúlex, um pernilongo que não é transmissor da dengue. Por isso, neste caso, não existe índice de periculosidade ou excesso de transmissão da doença. C24H – E porque está aparecendo tanto mosquito na praia de Farol? César – Farol é um local de charco (mangue mais mato e alagado), propício a reprodução de mosquito. Isso quer dizer que ali não é caso de aedes aegypti, mas de cúlex, pernilongo, como as pessoas conhecem. Mas mesmo assim estamos intensificando o trabalho na praia. C24H – Intensificando, como? César – Mandamos para Farol cerca de 110 homens, além de carro fumacê, motofog, bomba costal e veneno para mosquito, que mata o aedes aegypti, apesar de sabermos que lá os mosquitos são cúlex. Um agente está atendendo uma média de 20 casas, o que dá um total de 440 casas/mês. C24H – Você falou em número de casos e os “importados”. Porque tantos de outros municípios? César – Primeiro, porque Campos faz um trabalho muito severo de combate ao mosquito aedes aegypti. Depois, porque existe aqui em Centro de Referência da Dengue (CRD) que em outras cidades não tem e os pacientes acabam vindo se tratar aqui. E nós não fazemos distinção se o paciente é de Campos ou de outro município. Cesar Sales (1) C24H – E como estão as ações? César – Todo ano o trabalho é intenso no combate ao aedes aegypti. Estamos trabalhando com carro fumacê normalmente, além do trabalho de homens nas ruas. E também continuamos a fazer mutirões. C24H – A população tem reclamado que vê pouco carro fumacê circulando na cidade. Por que isso? César – As pessoas têm pedido muito mesmo carro fumacê nas ruas, principalmente com essa revoada de cúlex que já falamos. Acontece que esse carro é controlado pelos órgãos ambientais e não pode sair circulando e jogando veneno onde não tem índice de infestação do mosquito para isso. O fumacê pode até matar o culex, mas não é para isso, é para aedes aegypti. Cesar Sales (2) C24H – Animais soltos por aí também é outro problema em Campos… César – O CCZ trabalha com denúncia e, a partir dela, tem caminhão para recolhimento de animais de grande e médio porte (cavalos, bois, carneiros, porcos e outros) e carrinho para cães e gatos. Os animais chegam aqui, são vacinados, vermifugados e chipados para identificação. No caso dos grandes animais, o proprietário tem até cinco dias para resgate, caso contrário, estes vão para o CCZ Rural, em Itereré, para leilão. Para resgatar eles têm que pagar multa e diária e, se o animal for pego novamente, o proprietário perde a posse. Solicitações podem ser feitas pelo 0800-2828822 ou pelo (22) 2732-3395. C24H – E os cães e gatos, podem ser recuperados pelos donos? César – Podem, mas na maioria das vezes, quem deixa um animal assim no meio da rua, é porque não quer mais. Por isso fazemos feiras de adoção para esses animais e este ano já foram feitas três, quando foram doados cerca de 50 animais. Quando chegam aqui são vacinados, vermifugados, castrados e microchipados.



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