HGG: Um “jovem” que já é referência na região

CAMPOS 24 HORAS entrevista o médico Wilson Cabral, diretor geral do HGG


26/07/2015    -    00h30      -      Foto: Campos 24 Horas Postado por: Fabiano Venancio unnamed (10)Com apenas 13 anos de idade, ele vem, ao longo dos anos, sofrendo transformações e já se tornou grande, até referência, não só de Campos, mas da região. Assim é o “jovem” Hospital Geral de Guarus (HGG), projetado não para emergência e, sim, para atendimento ambulatorial e atendimento especializado, de média e alta complexidade, o que tem feito com propriedade. Hoje, o HGG atende, além de Campos, a outros municípios, como São João da Barra, São Francisco do Itabapoana, São Fidélis e outros. Com o passar dos anos houve necessidade de ampliar as características de emergência, atualmente com atendimento de emergência clínica e cirúrgica, além de atendimento a idosos e suas particularidades, atendimento pediátrico e por aí vai. Isso, prioritariamente, já que o Hospital Ferreira Machado (HFM) atende a emergência vermelha (traumas, acidente de trânsito, acidente com arma branca e outros). unnamed (8)O diretor geral do HGG, o médico pediatra Wilson Rodrigues Cabral Filho, diz que os serviços ofertados aumentaram, fazendo com que o hospital, nestes poucos anos de vida, se tornasse referência em várias patologias clínicas. E acrescenta que o “jovem” não para de crescer e inovar, citando como exemplo as obras da nova emergência, além de outras obras que estão por começar e que farão surgir uma nova clínica cirúrgica. A nova pediatria é outro ponto destacado pelo diretor geral, classificando-a como de primeiro mundo. Veja a entrevista: Campos 24 HorasO senhor começou falando da transformação do HGG, inicialmente de atendimento ambulatorial e, depois, para emergência... Wilson Cabral – Ele foi projetado para isso, atendimento ambulatorial e atendimento especializado, de média e alta complexidade, o que fazemos muito bem, modéstia à parte. Mas como o recorrer dos anos houve necessidade de ampliar as características de emergência. Atendemos Campos e região, sem contar que estamos localizados em Guarus, distrito que é quase uma cidade em termos habitacional e isso tem uma simbologia muito grande. C24HMas o que mudou a partir daí? Wilson – Junto com a emergência vieram a enfermaria de clínica médica e pediátrica, a UTI adulto com 14 leitos, o centro cirúrgico com emergência clínica, tudo isso com plantonistas 24h todos os dias. E temos plantonistas também no CTI, além de anestesistas e cirurgiões. Sem falar que temos plantão 24h de assistentes sociais, fisioterapeutas e enfermeiros. O HGG é um dos pilares da rede de emergência. Sem contar que também fazemos procedimentos cirúrgicos na especialidade de urologia, por exemplo, problemas do aparelho genitourinário, cálculos renais e outros. C24H – E por falar em urologia, os números são espantosos, não é mesmo? unnamed (9)Wilson – O serviço de urologia do HGG é referência, com atendimento ambulatorial e cirúrgico nas especialidades. E contamos com equipe de especialistas e equipamentos de última geração. E foram acoplados serviços que não tínhamos, como cálculo renal, tumores renais e de próstata, entre outros, proporcionando grande resolutividade. Para você ter uma ideia, são feitas cerca de 480 consultas/mês, ou seja, 6 mil/ano. E a média de cirurgias mensais está em torno de 30. C24HEm se tratando de números, pode apresentar outros? Wilson – Sim, vou falar agora em especialidades de ambulatório, com cerca de 9 mil atendimentos/mês. São mais de 30 especialidades e, para citar algumas, posso falar da angiologia, oftalmologia, seguidas da neurologia, endocrinologia, urologia, otorrinolaringologia, geriatria, dermatologia e tantas outras. Só de cirurgias de emergência fazemos uma média de 80/mês (cirurgia vascular, apendicite, etc). E tem ainda os exames de diagnóstico por imagem (raio X, ultrassonografia, tomografia, mamografia, densiometria óssea, e outros), numa média de cinco mil/mês. Em laboratório são cerca de 80 mil exames/mês, entre sangue, urina, fezes, hormonais e por aí vai… C24H E o tomógrafo do HGG, está funcionando plenamente? unnamed (7)Wilson – Sim, há sete meses está em pleno funcionamento, com mais de mil exames/mês. Trata-se de um tomógrafo 16 canais, de última geração, que faz exames avançados da área vascular, neurologia e do abdômen. Também proporciona exame rápido do corpo total, permitindo avaliação precisa de tumores, com alta resolução de imagem. Ele ainda faz tomografia de obesos de 120 até 200kg. Esse tomógrafo é o mais avançado da região, o mesmo que tem no Hospital Ferreira Machado (HFM). É preciso destacar, ainda, que estamos com novos aparelhos endoscópios, de ultrassonografia, esteiras para testes ergométricos, todos também de última geração. C24H Apesar disso tudo, vez ou outra se registra pacientes nos corredores. Porque isso? Wilson – O HGG atende toda região, como já falei acima, e tem como base a resolução dos casos demandados. Às vezes a demanda é muito grande, já que se trata de um hospital de emergência, onde temos o compromisso de aliviar o sofrimento das pessoas. As portas do HGG estão abertas para os que necessitam de atendimento de emergência clínica e cirúrgica branca, ou seja, o que não está relacionado ao trauma, que tem como referência o HFM. Sem contar que pacientes que estão eventualmente no corredor, não necessariamente estão internados, pode ser transitório, muitos aguardando resultado de exames para ser liberado ou, então, em caso de internação de fato, de transferência ao leito do próprio hospital ou para a rede contratualizada pela prefeitura. E os pacientes que estão dentro do hospital estão recebendo seu devido atendimento. C24HFala-se também em número pequeno de profissionais. Procede? unnamed (11)Wilson – Não. Para se ter noção, somente em sistema de plantão 24 horas, temos 7 clínicos, 5 pediatras, 2 anestesistas, 2 cirurgiões, 3 médicos intensivistas, ultrassonografistas, radiologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, além de demais profissionais de saúde e pessoal de apoio. Também contamos com administradores hospitalares e demais administrativos. Fora o quadro fixo. C24H O senhor enche os olhos quando fala da nova pediatria. É tudo isso mesmo? Wilson – É isso e muito mais, é uma pediatria de primeiro mundo, que se destaca pela sua proposta de assistência humanizada. Aliás, ela tem a essa proposta, de atendimento humanizado que, além do diagnóstico e tratamento das patologias, tem como pilar o acolhimento desses pacientes, proporcionando ambientes com pintura temática, brinquedoteca e solário. Tudo isso faz com que as crianças passem por esse momento de modo menos traumático possível. E seus pais ou responsáveis também, porque estes sofrem tanto quando as crianças. São 21 novos leitos. C24HVamos falar de obras. Já tem uma em andamento e começará outra? Wilson – A obra da nova emergência está em andamento, mas redimensionada em função da crise econômica do país. E quando finalizada vai proporcionar mais do dobro da área construída atual, fazendo com que se adeque às novas demandas de atendimento de emergência do município. A próxima obra será na antiga pediatria, local que vai abrigar uma nova clínica cirúrgica, com mais 13 leitos, proporcionando ao hospital aumento de sua capacidade em procedimentos cirúrgicos.



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