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CAMPOS 24H entrevista Gilson Gomes, Superintendente dos Direitos do Idoso


06/09/2015     -    às 06h12   -       Foto: Divulgação Postado por: Fabiano Venancio unnamed (6)Nada substitui o aconchego e o zelo da família quando se fala em idoso, inclusive, assim diz a Lei nº 10.741, que institui o Estatuto do Idoso. Prova disso é que pesquisas recentes apontam que 10% da população asilar não quer ficar nos asilos, por diferentes motivos. Seguindo esse raciocínio, nota-se que hoje em Campos não são somente as inúmeras ofertas de serviços disponibilizados aos idosos, como consultas médicas, exames, fisioterapia, cursos diversos, atendimento jurídico, gratuidade nos ônibus, meia entrada em eventos, vagas em estacionamentos, bailes e shows que fazem a diferença na vida de quem já chegou à terceira idade. O que tem feito mesmo a diferença é o sair de casa, o convívio com outras pessoas, as terapias alternativas que praticam e a atenção que recebem nos locais onde são disponibilizados os serviços para eles. Os Clubes da Terceira Idade da prefeitura espalhados pelo município (Clube do Parque Tamandaré, Clube de Conselheiro Josino, Clube de Travessão, Clube de Dores de Macabu, Colônia de Férias de Farol e Centro Dia em Guarus) tornaram-se para muitos a sua segunda casa e, para alguns, a primeira, já que alegam que não têm o carinho e o calor humano que recebem nestes locais. O Superintendente dos Direitos do Idoso, Gilson de Souza Gomes, acrescenta que hoje em Campos o idoso fica sem atendimento e sem aconchego se quiser, porque opções não faltam. Cunnamed (8)ampos 24 HorasPor falar em aconchego, ainda existe este trabalho no Centro do Idoso, dele passar todo o dia lá e só retornar à casa à noite? Gilson de Souza Gomes – Claro. Nós temos 20 idosos que são apanhados em casa, de Kombi, todos os dias da semana, às 7h, e retornam aos seus lares às 19h. E ali eles têm todo o tipo de atendimento necessário, com profissionais médicos especializados em diferentes áreas. Eles chegam, tomam café, almoçam, lancham à tarde e saem de lá depois de jantar. Durante o dia se consultam, fazem fisioterapia, participam de atividades diversas como forma de terapia e lazer, assistem TV e o mais importante, interagem com outros idosos. Tem muitos idosos que dizem que a hora mais triste para eles é quando estão indo embora para suas casas. C24H – E fora esses 20 idosos, outros são atendidos no Centro Dia? Gilson – Sim, temos atendimento ambulatorial em especialidades diversas. Diariamente (de segunda à sexta-feira) passam pelo Centro Dia de 150 a 200 idosos, o que dá uma média de 3 mil e 500 atendimentos/mês. Temos consultas em cardiologia, dermatologia, urologia, clínico geral, geriatria, endocrinologia, fisioterapia, psicologia, entre outras. O idoso que nunca foi atendido no Centro Dia, deve comparecer para fazer o cadastro, depois o prontuário para atendimento. C24H – E nos Clubes da Terceira Idade, só têm atividades de lazer, como bailes, por exemplo? Gilson – Absolutamente, temos também atendimento ambulatorial e também em várias especialidades. Temos, por exemplo, no Clube do parque Tamandaré, clínico geral, ortopedista, geriatra, pneumologista, alergista, neurologista, urulogista, reumatologista, angiologista, endocrinologista, dermatologista, entre outros. Lá também são quase 3 mil consultas/mês nestas várias especialidades. E tem ainda hidroginástica, atualmente com 450 idosos/mês praticando a atividade, sem falar nos cursos de violão, crochê, vagonite, pintura, cartonagem, canto coral, inclusão digital e sensação do momento para eles, que é a zumba. E muita coisa para ativar a memória... C24HQuais atividades para a memória? unnamed (7)Gilson – Temos o Grupo Amigos da Memória, onde são desenvolvidas atividades como jogos, dinâmicas, brincadeiras e bingo, além de estimular os idosos a descobrir seus talentos. São aprendizados novos e novas habilidades, usando ao máximo a capacidade mental de cada participante. Os trabalhos desenvolvidos servem para melhorar a atenção e o raciocínio lógico e para a prevenção da demência. E tem também o Grupo da Terapia da Mente, que tem a finalidade de trabalhar com os idosos a alegria, interação, socialização, poesia e atividades de expressão corporal. A sessão pipoca também tem sido muito prestigiada pelos idosos, com filme, pipoca e, em seguida, comentários sobre aquele filme que assistiram. C24H – Nos clubes do interior também é oferecido tudo isso? Gilson – Eles têm a mesma filosofia, ou seja, o atendimento ao idoso na saúde e, principalmente, no social. Lá são realizados cursos, palestras e encontros. E os bailes que não podem faltar, porque os idosos querem dançar, brincar, estar com outras pessoas iguais a elas, enfim, se sentirem entrosadas. No Clube de Travessão e no Clube de Conselheiro Josino também têm atendimento médico. Eles gostam de ir aos clubes, conversar, encontrar com as pessoas. C24H – Está tudo bem, mas as injustiças e crimes contra os idosos continuam por aí a fora.... Gilson – Mas é por isso que nos temos em Departamento Jurídico muito bom, para tentar combater tudo isso. Nossos advogados estão atentos a todos os tipos de causas e quando a gente recebe uma denúncia, se apura e, caso necessário, quando não conseguimos resolver por aqui, encaminhamos aos óirgãos competentes, seja Polícia Militar, Ministério Público, entre outros. E também estamos atentos ao cumprimento das leis que protegem os idosos, como a prioridade em bancos, prioridade em vagas de carro, entre outras. C24H – E por falar em estacionamento, tem dado confusão neste sentido, não? Gilson – Tivemos um problema ou outro. A gente sempre fiscaliza, em forma de surpresa, as vagas para idosos conferindo se as pessoas estão respeitando e, caso contrário, o veículo é multado e até rebocado. Mas temos que lembrar que não basta ser idoso, ele tem que portar um cartão de apresentação no veículo, para que não haja dúvida. Esse cartão pode ser feito no Clube da Terceira Idade do Parque Tamandaré às terças-feiras. Assim não haverá problema. C24H – A sociedade está consciente dos direitos dos idosos? Respeitam esses direitos? Gilson – A maioria sim, porque a gente faz muita palestra, concede muita entrevista neste sentido, alertando para o respeito à terceira idade. Mas o mais importante é que agora os idosos sabem dos seus direitos e sabem onde recorrer em caso de abuso da população. Ainda existem uns e outros que resistem em não reconhecer que a terceira idade tem direitos e acabam burlando a lei. Mas estamos vigilantes.    



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