Uenf avalia eficácia medicinal das plantas usadas no país


Quarta-feira, 17 de outubro de 2012 (Foto: Uenf/Divulgação)

Populações que vivem em contato direto com áreas verdes têm o costume de fazer o uso de plantas como remédios, na maioria das vezes guiados por antigos costumes familiares. É o caso das comunidades quilombolas e de assentados da região Norte Fluminense auxiliadas pelo projeto de Atenção Farmacêutica aos Usuários de Plantas Medicinais, coordenado pelo professor Rodrigo Oliveira, do Laboratório de Ciências Químicas (LCQUI) do Centro de Ciência e Tecnologia (CCT) da UENF. (Leia mais abaixo)

O projeto é um dos mais de 100 trabalhos apresentados na IV Mostra de Extensão IFF-UENF-UFF, que está sendo realizada durante esta semana, no Centro de Convenções da UENF. O evento integra a programação da IX Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, ao lado da XII Mostra de Pós-Graduação da UENF. O objetivo do trabalho é orientar as pessoas quanto à eficácia das plantas utilizadas e os problemas que o seu uso indevido pode acarretar.

- Auxiliamos, por exemplo, no armazenamento de plantas para a produção de xarope, uma prática que pode gerar colônias de fungos – explica José Mário Duarte, bolsista Universidade Aberta que atua no projeto.

Iniciado em 2008, o projeto já identificou 45 espécies de plantas pertencentes a 31 famílias encontradas nas regiões de Mata Atlântica, onde as comunidades estão instaladas. As amostras são enviadas ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro para que suas funções sejam analisadas.

- O Pau d’alho é uma planta muito utilizada por essas comunidades contra fungos de pele e já conseguimos comprovar sua eficácia. É um estudo complexo – afirma o professor Rodrigo, responsável pelo projeto ao lado da professora Maria Raquel Garcia, também do LCQUI.

Segundo a estudante do curso de Licenciatura em Química Isabela de Souza, que também atua no projeto, já existem planos de produzir uma cartilha contendo as informações e instruções de uso das plantas analisadas. A ideia é distribuir a cartilha gratuitamente à comunidade (Leia mais abaixo)



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