Troca do RG antigo é obrigatória: o que acontece de verdade com quem não emitir a nova versão


  • 31/05/2026, 15h39, Foto: Divulgação .

A substituição do modelo tradicional de identificação civil pela CIN (Carteira de Identidade Nacional) segue avançando em todo o Brasil em 2026. O processo decorre da aplicação da Lei nº 14.534/2023 e do Decreto nº 10.977/2022, que unificam o registro civil sob o número do CPF. O objetivo da medida federal é modernizar e garantir maior segurança jurídica contra fraudes em serviços públicos e privados em território nacional.

Sem realizar a troca do RG antigo, o cidadão enfrentará sérios problemas para abrir contas bancárias, tirar passaporte ou solicitar empréstimos. A ausência de um documento válido também impede a participação em concursos públicos e a assinatura de contratos de trabalho. (Leia mais abaixo)

O que você precisa saber sobre a troca do RG antigo   O governo ampliou o prazo para os brasilieros buscarem a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional, estabelecendo janeiro de 2027 para quem não tem biometria cadastrada e janeiro de 2028 para quem já possui biometria no TSE, CNH ou passaporte.

O que acontece de verdade com quem não emitir a nova versão? Não existe obrigatoriedade de troca imediata, pois o modelo antigo permanece legalmente válido em todo o território nacional até 28 de fevereiro de 2032.

Após essa data, a utilização da nova CIN (Carteira de Identidade Nacional) passará a ser obrigatória;

No entanto, manter o documento desatualizado até o limite pode gerar problemas cotidianos, como dificuldades em viagens, restrições em instituições financeiras ou recusas em processos seletivos e benefícios sociais devido ao mau estado de conservação ou à defasagem da foto para identificação.   

O prazo final e a obrigatoriedade da mudança De acordo com o Decreto federal nº 10.977/2022, a transição para o novo modelo de documento não é imediata, mas possui um limite claro. Os cidadãos brasileiros têm até o dia 1º de março de 2032 para providenciar a troca do RG antigo. (Leia mais abaixo)

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google.Até que essa data limite seja atingida, o documento tradicional em papel continua totalmente válido em todo o território nacional. Portanto, não há necessidade de correria imediata aos postos de identificação civis dos estados.

  A medida visa realizar uma transição gradual e sem sobrecarga nos institutos de identificação. Contudo, especialistas recomendam que a troca do RG antigo seja feita com antecedência para evitar filas futuras.

A mudança foi oficializada pelo MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) por meio da Portaria SGD/MGI nº 2.907/2026, publicada no início de abril.

O que acontece na prática com quem não fizer a troca do RG antigo? Uma das principais dúvidas da população diz respeito às punições para quem ignorar a obrigatoriedade da nova versão. Na prática, não haverá aplicação de multas financeiras ou sanções criminais diretas pelo governo federal.

No entanto, a partir de março de 2032, o documento impresso antigo perderá totalmente a sua validade jurídica. Isso significa que ele deixará de ser aceito como prova de identidade em qualquer estabelecimento público ou privado. (Leia mais abaixo)

Além disso, a Lei nº 14.534/2023 determina que o CPF passa a ser o número único e suficiente para identificação. Órgãos governamentais não poderão exigir outros números de registro, o que torna o RG tradicional obsoleto nos bancos de dados unificados.

Como funciona a transição para a Carteira de Identidade Nacional O novo documento, conhecido pela sigla CIN, substitui a antiga numeração estadual, extinguindo a possibilidade de uma pessoa ter um número de RG diferente em cada estado da federação. A unificação traz mais segurança e reduz riscos de falsidade ideológica.

Segundo o Portal Oficial do Governo Federal, a primeira via da Carteira de Identidade Nacional é totalmente gratuita para toda a população. A gratuidade é garantida por lei e abrange o modelo físico em cartão ou papel.

A CIN conta ainda com uma versão digital acessível pelo aplicativo Gov.br, além de um QR Code impresso no verso. Esse código digital permite a checagem rápida da autenticidade do documento pelas forças de segurança e órgãos de fiscalização.

Como solicitar a nova versão do documento de identidade Para realizar a troca do RG antigo, o cidadão deve agendar o atendimento no órgão de identificação civil de seu estado. (Leia mais abaixo)

Antes de comparecer ao local agendado, é fundamental verificar se a situação cadastral do CPF está regularizada perante a Receita Federal.

  Quanto custa o novo RG? A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita em todo o BrasilFoto: Reprodução/Portal Verdinha/ND Mais Caso existam divergências no nome da mãe, nome próprio ou data de nascimento, o sistema pode bloquear a emissão.

No dia do atendimento, basta apresentar a certidão de nascimento ou de casamento original e o comprovante do CPF regularizado.

A foto do cidadão e as impressões digitais são coletadas de forma eletrônica no próprio posto oficial.

Como fazer a Nova Carteira de Identidade A emissão da CIN pode ser iniciada digitalmente, mas a presença física no posto de atendimento continua obrigatória. O documento usa o CPF como número único para padronizar a identidade em todo o país. (Leia mais abaixo)

Documentos necessários Certidão de nascimento ou casamento (original ou cópia autenticada) Comprovante de residência atualizado CPF regularizado Documentos opcionais para inclusão de dados complementares: tipo sanguíneo, CNH, título de eleitor ou certificado de reservista Passo a passo pelo Gov.br Entre no site ou aplicativo do Gov.br Faça login com CPF e senha Busque “Documentos de identificação”, “Carteira de Identidade” ou “CIN” Preencha os dados pessoais e aguarde conferência automática com a base do CPF Agende o atendimento presencial no sistema (ou no portal do estado, como Poupatempo em SP) Atendimento presencial Compareça no dia e horário marcados Apresente os documentos originais obrigatórios Realize a coleta de biometria, assinatura e foto oficial A primeira via é gratuita Como habilitar a versão digital Abra o aplicativo Gov.br e faça login Acesse “Carteira de documentos” Toque em “Adicionar novo documento” Selecione “Carteira de Identidade Nacional (CIN)” Siga as instruções com leitura do QR Code ou reconhecimento facial O que NÃO acontece se não trocar o RG Você não será multado: Não existe nenhuma penalidade financeira ou crime por continuar usando o modelo antigo. O INSS não vai cortar benefícios: É falsa a notícia de que aposentados e pensionistas deixarão de receber seus pagamentos por não terem a nova versão do documento. O RG antigo não perdeu a validade: O documento tradicional em papel segue ativo e legalizado em todo o território nacional.

2. O que acontece na prática ATÉ 2032 Conforme o Decreto Federal nº 10.977/2022, o RG antigo tem validade garantida até o dia 1º de março de 2032. Até lá, você só terá problemas práticos se o seu documento atual estiver em mau estado de conservação (rasgado, com plástico aberto, foto muito antiga que impeça a sua identificação) ou se você for viajar para países do Mercosul, que costumam exigir documentos emitidos há menos de 10 anos. Fora isso, ele funciona normalmente.

3. O que acontece de verdade APÓS março de 2032 A partir do prazo limite em 2032, o RG antigo perderá totalmente a validade jurídica. Na prática, quem se recusar a fazer a transição para a nova versão (CIN) ficará com o documento “vencido” e enfrentará graves restrições na vida civil:

Bloqueios bancários: Instituições financeiras não aceitam documentos fora do prazo de validade para abrir contas, solicitar cartões, empréstimos ou movimentar valores presencialmente.

Impedimento para viajar: Não será possível emitir ou renovar passaporte, tampouco embarcar para países da América do Sul que aceitam a identidade civil no lugar do passaporte. (Leia mais abaixo)

Problemas no mercado de trabalho: Você não conseguirá assinar contratos de trabalho formais (CLT) ou tomar posse em concursos públicos, já que a validação documental exige identificação atualizada.

Dificuldades em exames e vestibulares: Bancas organizadoras de concursos, Enem e vestibulares barram candidatos que apresentam documentos de identidade vencidos ou inválidos.

Cadastro em programas sociais: A atualização de dados do Governo Federal exigirá o novo padrão unificado. Ficar com o cadastro defasado pode travar a concessão ou renovação de benefícios.

Resumo: A troca não é um bicho de sete cabeças. A primeira via da Carteira de Identidade Nacional (CIN) é totalmente gratuita em todo o Brasil. A transição foi planejada para ser gradual justamente para que a população possa se regularizar sem pressa até 2032, utilizando o CPF como número único e definitivo de identificação.



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