Ao menos três prefeitos eleitos em 2024 morreram antes de serem empossados. Os casos ocorreram nos municípios de Arroio dos Ratos (RS), Augusto Pestana (RS) e Cabreúva (SP).
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em casos de falecimento podem ser convocadas novas eleições, chamadas de suplementares. Essa modalidade de pleito é prevista também quando a Justiça Eleitoral decide indeferimento de registro, cassação de diploma ou perda de mandato. (Leia mais abaixo)
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tem o mesmo entendimento do TSE, mas alerta que se houver requerimento de outros candidatos ou partidos, a situação deverá ser avaliada por um juiz.
Apesar disso, o mais comum no Brasil é que o vice-prefeito assuma, por ser tido na lei eleitoral como o sucessor natural do prefeito. Nos três casos citados acima, os vices foram empossados no dia 1º de janeiro.
Arroio dos Ratos Em outubro, os eleitores da cidade escolheram Jaury Gonzales (PP) para liderar o município, mas o prefeito eleito morreu no começo de dezembro. Ele tinha um tumor no cérebro.
Na chapa de Jaury, o vice era Renato Feiten (MDB), que foi empossado na quarta-feira (1º/1).
Augusto Pestana Darci Sallet (MDB) teve a maioria dos votos para liderar o município, mas morreu em novembro por uma condição degenerativa descoberta após o pleito. (Leia mais abaixo)
Sergio Neuberger (MDB), vice de Darci, foi conduzido ao cargo de prefeito.
Cabreúva (SP) Antonio Carlos Mangini (PL) morreu em dezembro, devido às complicações do tratamento de um câncer. No lugar dele, assumiu a vice Noemi Bernardes (Podemos).