Marcos Bacellar (PDT) teve cassado o seu diploma de vereador. A divulgação sobre a decisão ocorreu nesta sexta-feira (26), no site do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro (TRE/RJ). Ele responde a uma ação por abuso de poder econômico e político, sendo condenado pela juíza da 100ª Zona Eleitoral (ZE/Campos), Gracia Cristina Moreira do Rosário. Bacellar ainda perde os direitos políticos por três anos, retroativos às Eleições 2008, período em que de acordo com a magistrada, ocorreram as irregularidades.
Segundo entendimento da juíza, Bacellar se beneficiou com o projeto Câmara Itinerante, quando o vereador ainda era o presidente do Legislativo campista. (Leia mais abaixo)
A reportagem do Campos 24 Horas tentou falar com o vereador Marcos Bacellar sobre a cassação, mas não conseguiu contato com o parlamentar.
Caso o pedetista não consiga reverter a decisão contrária, quem assume em seu lugar a vaga na Câmara Municipal é o primeiro suplente do Partido Trabalhista do Brasil (PT do B), o microempresário Guilherme Nascimento Martins, 46 anos, o Guilherme Negão (foto abaixo). Na atual legislatura, ele chegou a substituir Bacellar na Câmara por algumas horas, mas o vereador afastado recorreu e reassumiu o mandato.
Nestas eleições, Guilherme Negão foi candidato a vereador pelo PT do B e obteve 688 votos, mas não conseguiu se eleger, ficando como 5º suplente na Coligação Campos Ainda Melhor (PRTB/PT do B), que elegeu dois vereadores: Mauro Silva (PT do B) e Cecília Ribeiro Gomes (PT do B).
Já na majoritária, a “Campos Ainda Melhor” integrou a Coligação Campos de Todos Nós (PRB/PP/PTB/PTN/PSC/PR/DEM/PRTB/PHS/PTC/PSB/PSDB/PT do B), que ajudou a reeleger a prefeita Rosinha Garotinho (PR) com mais de 167 mil votos, o que corresponde a quase 70% dos votos válidos.