TRE-RJ faz retotalização de votos e Renan Jordy assume cadeira de Bacellar

Órgão valida recontagem e Alerj já pode eleger novo presidente nesta quarta (15)


  • 14/04/2026, 17h47. Foto: Reprodução.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) oficializou nesta terça-feira (14) a recontagem dos votos da última eleição para o Legislativo. A medida é o passo final para que a Assembleia Legislativa (Alerj) realize a votação que definirá seu novo presidente.

Com o encerramento da fase jurídica, os deputados fluminenses estão autorizados a escolher o sucessor de Rodrigo Bacellar. A expectativa é que a eleição interna na Casa ocorra já nesta quarta-feira (15), logo após a conclusão dos trâmites no tribunal. (Leia mais abaixo)

A nova apuração dos votos provocou mudanças diretas na bancada do PL. O deputado Renan Jordy, que ocupava a primeira suplência, passa agora a ser titular do mandato. Ele assume a vaga após a reconfiguração dos quocientes gerada pela saída de Rodrigo Bacellar.

O ajuste ocorre porque Bacellar se elegeu pelo PL, mas migrou para o União Brasil. Com isso, o delegado Carlos Augusto (PL), que já atuava na vaga de Dr. Serginho (eleito prefeito em Cabo Frio), torna-se titular, abrindo espaço para a efetivação de Jordy.

 Apesar dessas movimentações internas entre os nomes, a estrutura partidária da Alerj segue intacta. De acordo com o TRE-RJ, o procedimento de retotalização assegurou que “não houve alteração na divisão de cadeiras” entre os partidos e federações que disputaram o pleito.

Histórico de irregularidades e anulação de votos - A necessidade de refazer o cálculo surgiu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) invalidar cerca de 97 mil votos de Rodrigo Bacellar. O tribunal superior determinou a perda do cargo do ex-presidente da Alerj por conta de irregularidades identificadas na campanha de 2022.

O caso também impactou o ex-governador Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo pouco antes da decisão definitiva da Corte. O TSE impôs a Castro a sanção de inelegibilidade, proibindo-o de disputar eleições pelo período de oito anos devido às infrações apuradas. (Leia mais abaixo)

A Justiça Eleitoral destacou que o processo de recontagem, realizado no dia 31 de março, transcorreu sem contestações das partes envolvidas. Sem novos recursos contra os números apresentados, o TRE-RJ pôde finalizar a homologação que encerra a disputa jurídica.



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