Os modais de transporte público que integram os municípios da região metropolitana à cidade do Rio de Janeiro operam com restrições desde o primeiro minuto de hoje (21), devido à pandemia do novo coronavírus. Os meios rodoviários, como ônibus e vans, estão proibidos de circular entre a capital e os demais municípios.
Os trens e barcas também operam com várias restrições. Dez estações da Supervia, concessionária que administra os trens de passageiros do Grande Rio, estão fechadas: Ramal Japeri (Presidente Juscelino, Olinda, Lages e Paracambi), Ramal Belford Roxo (Coelho da Rocha, Agostinho Porto e Vila Rosali) e Ramal Saracuruna (Jardim Primavera, Campos Elíseos e Corte 8). (Leia mais abaixo)
Já nas barcas, foi interrompida a operação nas estações de Charitas (Niterói) e Cocotá (Ilha do Governador).
Além disso, há várias estações de trens, barcas e metrô com pontos de controle para permitir apenas o acesso de pessoas que trabalham em setores considerados essenciais para a sociedade (relação abaixo) e de pacientes em tratamento de saúde, com direito a um acompanhante.
Os trabalhadores precisam portar algum documento que comprove sua função eolocal de trabalho, como carteira de trabalho, crachá ou contracheque. Já os pacientes precisam ter um atestado médico ou documento que comprove a situação de saúde.
O porteiro Otoniel Ramos da Silva, morador do bairro de Santa Rita, em Nova Iguaçu, precisou usar o trem para chegar ao trabalho, em um condomínio residencial em Vila Isabel, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Normalmente, ele faz o trajeto em um ônibus intermunicipal.
“Embarquei na estação de Nova Iguaçu. O trem estava bem vazio, mas antes de entrar havia um cordão de policiais que pediam documentos. Como eu estava com o contracheque e trabalho em um condomínio, eles me deixaram entrar”, disse. (Leia mais abaixo)
Na manhã de hoje, alguns passageiros enfrentaram filas para entrar nas barcas. Apesar das restrições, nos trens, alguns vagões estavam cheios.