Transporte: como solucionar o problema que afeta milhares de campistas?

Problema agravou-se. Veja as propostas que alguns candidatos a prefeito apresentaram nos últimos dias




17/10/2020, 08h47, Fotomontagem: Campos 24 Horas.

A situação de precariedade do transporte público e da mobilidade urbana tem sido um dos problemas cruciais enfrentados em Campos. Com o atual sistema, milhares de campistas de várias partes do município levam muito tempo de casa até o emprego. Eles relatam que, o desconforto começa antes da viagem. “A gente sofre todo dia para pegar o ônibus para ir trabalhar em razão do tempo de espera”. O tema é um dos mais abordados entre candidatos à prefeitura nos primeiros programas do horário eleitoral  da TV e nas redes sociais. Cada qual mostra diferentes propostas para o setor. A maioria dos candidatos concorda em um ponto: o modelo implantado no atual governo não agradou, pois não leva em conta as reais necessidades da população, que padece no dia a dia com um péssimo serviço. O Campos 24 Horas mostra o que prometem os candidatos que abordaram o tema esta semana. (leia abaixo) 


 Em Campos, as queixas se concentram na massa trabalhadora que precisa se deslocar diariamente de casa para o trabalho. Trabalhadores que moram em bairros distantes e no interior precisam sair de casa até quatro horas antes para não correr risco de se atrasar. Os ônibus vivem superlotados e as vans reclamam das limitações em sua circulação da discriminação no novo sistema implantado pelo qual só circulam para o interior. (leia mais abaixo)


Os moradores da Baixada Campista, são os que mais reclamam do famigerado terminal urbano  de ônibus na Avenida 28 de Março, na antiga Usina Santo Antônio.  (leia mais abaixo)


O QUEM DIZEM OS CANDIDATOS A PREFEITO


O candidato Dr. Bruno Calil (Solidariedade) criticou o novo modelo de transporte público adotado pelo atual governo. Para ele, o sistema adotado gerou desemprego e congelou a economia. Como solução, Dr. Bruno apontou o fim da baldeação de passageiros e o retorno das vans até a região central do município.


“Em qualquer lugar da cidade ouvimos que o modelo atual não agradou. Mantê-lo é ir contra a vontade da população. Vamos ouvir representantes de todo o setor, mas do jeito que está não dá para ficar. As vans precisam ir até o Centro da cidade. Temos que integrar todo o município, reaquecendo a nossa economia”,  destacou Dr. Bruno


 O candidato Wladimir Garotinho (PSD) disse que uma das suas primeiras medidas, caso seja eleito, será a desativação do terminal e implantar um projeto com base na passagem social. (leia mais abaixo)


 “Vamos acabar com este terminal, que afronta a dignidade das pessoas. Tenho conversado com os usuários e os relatos são os piores possíveis. Vou conversar com os usuários, com o Sindicato dos Rodoviários e o Sindicato das Empresas de Ônibus para juntos colocarmos em prática um projeto que foi resultado de estudos de nossa equipe com as universidades para a implantação da passagem social", disse Wladimir.  


 Os aspectos social e econômico foram também abordados pelo candidato. “Além de dar mais dignidade ao passageiro, a mobilidade gera mais circulação de dinheiro no município, permitindo as pessoas se deslocarem com facilidade do interior para o centro e vice-versa”, continuou Wladimir. 


Caio Vianna (PDT) também mostrou suas propostas, através de uma live. “Vamos implantar o bilhete único onde o cidadão paga apenas uma passagem e circula por todo município. O atual sistema é muito ruim, tanto para os passageiros, quanto para as empresas e os permissionários. Precisamos reestruturar este modelo”. (leia mais abaixo)


 O tucano Lesley Beethoven (PSDB) também detalhou alguns pontos de seu projeto para o transporte público de passageiros em Campos.   "Nossa proposta é, a partir de 1° de Janeiro de 2021, colocar em prática as seguintes soluções: ônibus e vans expressas, saindo dos bairros ou distritos diretamente para o centro da cidade, diminuindo pela metade o tempo das viagens. Por exemplo: linha direta Morro do Coco-Centro. Colocaremos também os “ônibus e vans corujão, que circularão das 23h às 5h da manhã para atendermos os mais de dois mil profissionais que trabalham nas noites e madrugadas do nosso município, tais como garçons, enfermeiros etc”.  


Beethoven ainda acrescentou que irá implantar as linhas de ônibus articulados, os BRTs. “Vamos colocar pra rodar aqueles ônibus articulados, chamados de BRT, que possuem bem mais espaço para os passageiros, nas linhas mais sobrecarregadas tais como Ceasa-Santo Antônio e Centro - Santa Rosa. Serão mantidas as gratuidades para idosos, estudantes e portadores de necessidades”. (leia mais abaixo) 


 Com as restrições à circulação das vans, tantos esses veículos como os ônibus trafegam superlotados, enquanto os passageiros da Baixada Campista são os que mais reclamam dos transtornos no destino para o Centro. “O sujeito já viaja numa van ou ônibus cheio e tem que descer no terminal para pegar outro ônibus par ir até o Centro porque a condução não te leva ao até lá. É uma agonia todo dia”, disse o vigilante Clésio Silva.  


 Estudantes também reclamam. “Estou vindo de Goytacazes para estudar em Campos. Fiquei quase 40 minutos de espera porque as vans não pegam a gente, alegam que superlotação e não tem gratuidade já esgotou naquela viagem. Ou você paga ou não vai estudar”, disse o estudante Sérgio Augusto Pereira.    


"Entro às 8h na loja em que trabalho no Centro.  Mas, saio de casa às 5h porque a condução não sei a horas que vai passar. Eu tenho que estar nesse horário bem mais cedo para não chegar atrasada no meu trabalho. A gente sofre todo dia para pegar o ônibus para ir trabalhar”", disse uma moradora de Santo Amaro, na Baixada Campista