Tolerância a peso de caminhões em estradas

Projeto também aumenta o tempo máximo que motoristas profissionais podem ficar ao volante


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015   -   Foto: Arquivo caminhoneiros-ABr O plenário da Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (11) a votação das emendas do Senado a projeto que aumenta o tempo máximo que motoristas profissionais podem ficar ao volante, de 4 para 5,5 horas contínuas. O texto agora segue para sanção presidencial, segundo informações da Agência Câmara. O projeto também aumenta de 5 para 10 por cento a tolerância admitida sobre os limites de peso bruto de caminhão por eixo para rodagem nas estradas brasileiras. Além disso, a Câmara manteve no texto artigo que prevê que os veículos de transporte de cargas que circularem vazios não pagarão taxas de pedágio sobre os eixos mantidos suspensos. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) lembrou em nota que esse aumento do limite havia sido excluído no Senado e afirmou que a medida, reinserida na Câmara, vai reduzir a vida útil do asfalto e aumentar custos de manutenção, além de comprometer a segurança dos usuários. A associação ressalta que o aumento dos custos de manutenção acabará sendo repassado para os pedágios. Segundo a entidade, o texto aprovado prejudica o programa de concessões de estradas do governo federal, "colocando em risco antigas e novas concessões e ferindo conceitos fundamentais de um contrato de concessão de rodovias". A ABCR também afirmou que a isenção dos eixos suspensos de caminhões vazios vai significar "desequilíbrio contratual de receita, o que vai resultar em tarifas mais altas para os demais usuários".  



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