11/02/2016 14h24 | Foto: Divulgação

Os testes para uma nova vacina contra o vírus zika poderão começar em um ano. A previsão é do ministro da Saúde, Marcelo Castro, que anunciou, na manhã desta quinta-feira (11), uma parceria entre o Instituto Evandro Chagas e a Universidade do Texas para o desenvolvimento da droga. O governo brasileiro vai repassar à instituição US$ 1,9 milhão.
O período de um ano, de acordo com Castro, seria apenas a fase laboratorial. A partir disso, pelo cronograma desenhado, virão os testes clínicos em animais e humanos. Macacos e camundongos serão testados ao mesmo tempo, para agilizar o processo. No total, na previsão do ministro, a vacina poderá estar disponível para uso em 3 anos.
— Nosso técnicos estão muito otimistas. Dentro de um ano, nós poderemos ter a vacina desenvolvida, não é a vacina para ser aplicada — enfatizou Castro.
Além da parceria com a Universidade do Texas, em Galveston, nos Estados Unidos, o ministro apresentou uma extensa programação de estudos em torno do zika e da microcefalia. Ainda nesta semana, segundo ele, virão ao Brasil 15 técnicos do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
Nos dias 23 e 24, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margareth Chan, também estará no país. Em 25 e 26, o governo receberá representantes do Departamento de Saúde norte-americano (similar ao ministério brasileiro), do CDC, do National Institutes of Health (NIH) e do Food and Drug Administration (FDA), que é uma agência similar à Anvisa.
O governo quer fazer uma parceria com o FDA para agilizar os entraves burocráticos do desenvolvimento da vacina por parte do Instituto Evandro Chagas e da Universidade do Texas. A ideia é que a agência americana trabalhe em conjunto com a Anvisa para agilizar as autorizações necessárias ao longo do estudo até a comercialização da droga.