sexta-feira, 26 de dezembro de 2014 - Foto: Secom

Agora é lei: hospitais e maternidades das redes pública e particular são obrigados a fazer o teste da linguinha em recém-nascidos. A regulamentação veio pelo Lei número 13.002/2014. O objetivo do exame é detectar se existe alguma alteração no chamado frênulo, membrana que liga a língua à parte inferior da boca, também conhecido como freio.
- Essa alteração pode gerar a popular língua presa. É um teste muito simples, sem nenhuma complicação, dor ou uso de qualquer aparelho. Trata-se de um exame clínico, para observar os aspectos físicos da língua, que já faz parte da rotina de cuidados com o bebê, assim como o teste do olhinho, da orelhinha e do pezinho – explicou a médica e coordenadora do Programa Municipal de Assistência Integral à Saúde da Criança e do Adolescente (Paisca), Nazareh Felix.
Segundo a assessoria do Ministério da Saúde, que enviou nota aos estados e municípios, as diretrizes que trarão o detalhamento para o diagnóstico estão sendo elaboradas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias e um grupo de trabalho formado pela Coordenação-Geral de Saúde da Criança. A diretriz nacional trará recomendações sobre como fazer o teste e sobre a importância da avaliação.
No entanto, mesmo sem a regulamentação, a aplicação da lei está valendo e a norma vai reforçar o que já é feito hoje. A avaliação e a cirurgia são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), assim como outros testes importantes como o do pezinho, da orelhinha e do olhinho.
Os problemas da língua presa vão além da dificuldade na fala. No caso dos recém-nascidos, a alimentação pode ser prejudicada já que afeta a sucção, podendo gerar desmame precoce e, posteriormente, dificuldade de deglutição e problemas no processo mastigatório. Outras características também precisam ser avaliadas como, por exemplo, a maneira como a criança mama e até mesmo o choro. A prevalência da língua presa gira em tono dos 15% mas, desses, nem 10% têm indicação de fazer cirurgia.