Sonegação: Operação Robusta II em Bom Jesus


terça-feira, 26 de novembro de 2013     -   Foto: Dayana Souza / ES Hoje-arquivo

Ministério Público e polícia prendem dois integrantes de quadrilha especializada em sonegação de impostos (Leia mais abaixo)

operação robustaO Ministério Público e policiais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo fazem uma operação contra a sonegação de impostos em Bom Jesus do Itabapoana, no Norte Fluminense, nesta terça-feira (26). A Operação Robusta II já prendeu duas pessoas nesta manhã, que foram levadas à delegacia da cidade pra prestar esclarecimentos. No total, quatro mandados vão ser cumpridos e o alvo é uma quadrilha especializada em sonegação fiscal de venda de café. A operação também acontece no estado do Espírito Santo.

As duas pessoas que foram detidas nesta terça (26) estavam em casa. Um suspeito é sócio de uma empresa de café do ES e outro homem é apontado como um corretor que oferecia o esquema para os empresários.

A primeira parte desta operação foi no dia 9 de abril. Na época, um empresário foi preso no Rio e nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Parte deles em Itaperuna, no Noroeste do estado, e em Cantagalo, na Região Serrana.

Investigações

No Espírito Santo as investigações partiram da divisão de Inteligência da Receita Estadual e foram levadas ao conhecimento do Ministério Público que, conjuntamente, colheram provas e indícios do envolvimento de empresários locais do setor de café, num total de 27 empresas capixabas que contam com a participação de outras empresas mineiras e cariocas no esquema, com o envolvimento de empresários, agentes públicos, contadores e corretores de café das três unidades da Federação. (Leia mais abaixo)

Na Grande Vitória duas empresas já foram alvos de investigação:  Seraf Exportadora de Café, com escritório na Enseada do Suá, na capital e Serra Mineira Comércio e Serviço Ltda, em Campo Grande, Cariacica. Foi o que informou o MPES.

Os levantamentos tiveram como ponto de partida, diversas denúncias encaminhadas à Sefaz e ao Ministério Público, que foram apuradas com a utilização de novas ferramentas de fiscalização, cruzamento de dados, coletas de informações e cooperação mútua entre as Receitas Estaduais e os Ministérios Públicos dos Estados envolvidos.

A simulação e as operações ilícitas de venda de café para o ES transferem um crédito de 7% para as empresas locais e, posteriormente, este crédito é utilizado pelos destinatários aqui sediados para abater nos débitos de ICMS gerados pelas vendas de seus produtos.

Desde o início das investigações dez membros do Ministério Público, 35 auditores fiscais e 94 policiais militares auxiliam nos trabalhos e analisam conjuntamente documentos, computadores, dados e depoimentos de investigados e testemunhas.

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