Suledil Bernadino_______________________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
Esta semana, o Senado Federal deu um passo a mais no processo de impeachment da presidente Dilma. Tudo leva a crer que, se compararmos a política com o futebol, estamos chegando ao final do primeiro tempo. O que se precisa saber é quando que Temer, de fato, vai iniciar o segundo tempo do jogo.
A economia brasileira está vivendo momentos de desesperança, pois as taxas de desemprego continuam muito altas e as perpectivas da inflação, para os próximos meses, não estão boas. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já apontou que a carne deve ser o próximo vilão da inflação em breve, alegando que o El Niño atingiu em cheio no território brasileiro a produção de grãos. O preço do milho não para de crescer, importante componente para a ração que abastece nossos rebanhos.
Segundo o ministro, até o preço do peixe deve subir. Enquanto isso, o governo não para de sonhar com as reformas previdenciárias e trabalhistas para pôr fim ao aumento de custos tanto para o setor privado quando para o público. Contudo, em ano de eleição, dificilmente, Temer encontrará um Congresso capaz de dar respostas às mudanças previstas pela atual equipe do governo. (Leia mais abaixo)
Como eu disse, em artigos anteriores, o ano de 2016 está perdido, economicamente falando, como foi perdido o ano de 2015. A perspectiva para 2017 não é nada boa, pois o governo vem acumulando déficits que devem se prolongar até 2018. As empresas, que não se prepararam para enfrentar a crise, correm sérios riscos de fechar as suas portas, gerando mais desemprego ainda.
Como toda crise um dia passa, a esperança é que a equipe do governo de fato consiga implementar as medidas capazes de dar um segundo tempo mais empolgante porque o povo não aguenta mais ouvir notícias ruins sobre políticos e economia.