O Telegram atualizou informações em sua página sobre a moderação de conteúdo em conversas privadas, após a prisão do fundador e CEO Pavel Durov na França. Sem fazer anúncio oficial, a empresa removeu da página de perguntas frequentes em inglês a afirmação de que não processava pedidos relacionados a chats privados.
Até quinta-feira (5), a resposta para a pergunta "há conteúdo ilegal no Telegram, como faço para retirá-lo?" era: "Todos os bate-papos do Telegram e bate-papos em grupo são privados entre seus participantes. Não processamos nenhuma solicitação relacionada a eles". (Leia mais abaixo)
O texto foi substituído por: "Todos os aplicativos do Telegram têm botões 'Denunciar' que permitem sinalizar conteúdo ilegal para nossos moderadores -com apenas alguns toques". A informação foi divulgada pelos sites The Verge e Tech Crunch e confirmada pela Folha.
A troca ocorre quase duas semanas após Durov ser detido por autoridades francesas, que o acusaram de permitir a disseminação de material de abuso sexual infantil e tráfico de drogas na plataforma.
No primeiro pronunciamento desde a prisão, nesta quinta-feira (5), Durov admitiu que o crescimento do Telegram para 950 milhões de usuários trouxe "dores" que facilitaram o abuso da plataforma por criminosos.
Ele afirmou ter como "objetivo pessoal" melhorar significativamente essa questão e que a França fez uma "abordagem equivocada" ao acusá-lo de crimes de terceiros na plataforma.
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