Taxa de desemprego é a maior para dezembro desde 2007

Em 2015 completo, a taxa de desemprego média aumentou para 6,8%, depois de registrar 4,8% um ano antes


28/01/2016   09h30  |   Foto: Divulgação Seguro-desempregoA taxa de desemprego de seis grandes regiões metropolitanas do país se situou em 6,9% em dezembro de 2015, após marcar 7,5% um mês antes, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do recuo, é a maior taxa para o mês desde 2007, quando foi de 7,4%. Em 2015 completo, a taxa de desemprego média aumentou para 6,8%, depois de registrar 4,8% um ano antes. É a maior taxa média desde 2009, quando foi de 8,1%. Em 2014, o desemprego tinha registrado o menor nível desde o início da série histórica anual da pesquisa, em 2003. O desemprego no último mês de 2015 ficou abaixo da média de 7,3% apurada pelo Valor Data junto a 18 consultorias e instituições financeiras. A taxa média anual ficou dentro do esperado. A população desempregada, de 1,733 milhão de pessoas, foi 7,6% menor que a de novembro (menos 142 mil pessoas), mas 61,4% superior que a dezembro de 2014 (mais 659 mil pessoas). Na média de 2015, esse contingente cresceu 42,5% em relação à média de um ano antes (1,2 milhão de pessoas). Já a população ocupada nas seis regiões metropolitanas, de 23,2 milhões de pessoas, aumentou 0,3% ante novembro de 2015, mas caiu 2,7% na comparação com dezembro de 2014. Na média de 2015, o número de ocupados foi 1,6% menor que em 2014, quando esse contingente era de 23,7 milhões. Renda O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.235,50 em dezembro de 2015, um avanço 1,4% em relação ao mês anterior, e uma queda de 5,8% ante dezembro de 2014. A renda teve queda médio real de 3,7%, para R$ 2.265,09 em 2015, em relação a 2014, a primeira queda real de renda desde 2004. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi estimada em R$ 52,5 bilhões no mês final de 2015 e ficou 1,6% maior que a estimada em novembro. Na comparação anual, esta estimativa recuou 8,5%. Já a média anual da massa de rendimento real mensal habitual para 2015 foi estimada em 53,6 bilhões de reais, apresentando a primeira retração anual na série (-5,3%). A pesquisa abrange as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Salvador e Belo Horizonte.



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