Superintendente encontra problemas no prédio da Igualdade Racial

No relatório preliminar apresentado à Comissão Especial de Gestão Governamental, a superintendente mostrou as principais necessidades para iniciar os trabalhos


05/01/2017       14h23     |      Foto: Secom  Um prédio em condições precárias e toda a estrutura desorganizada. Essa foi a realidade que a superintendente de Igualdade Racial, a atriz e professora Lúcia Talabi, encontrou nos dois primeiros dias à frente do órgão. Segundo relatório técnico de uma equipe designada pela nova chefe do setor, a antiga gestão da prefeitura transformou a ex-Fundação Zumbi dos Palmares em um “apêndice” da Secretaria de Educação e da Superintendência de Cultura. — Na prática a superintendência não tem mais poder de decisão. Em 2013, através de lei, usurparam a autonomia do órgão. Atualmente, para desenvolver qualquer projeto é preciso pedir autorização da Cultura ou da Educação. Reduziram a Igualdade Racial a um órgão de assessoramento, e não de decisão. Isso é uma afronta ao movimento negro, que carece de espaços para desenvolver políticas compensatórias, de preservação da memória, da cultura e de promoção da igualdade - analisou Talabi. No relatório preliminar apresentado à Comissão Especial de Gestão Governamental, a superintendente mostrou as principais necessidades para iniciar os trabalhos. Segundo o documento, há necessidade urgente de reformas no prédio devido a infiltrações, falta de acessibilidade, além de banheiros sem condições de uso. — O local possui três salas de aula com diversos problemas nos ventiladores, aparelhos de ar-condicionado quebrados, fiações expostas, lousas manchadas, infiltrações, rachaduras e lâmpadas queimadas. Isso dificulta o aprendizado e afasta os assistidos, principalmente nos meses mais quentes do ano, quando a situação fica insuportável devido ao forte calor nas salas de aula - diz o documento. O relatório aponta também para a falta de condições para execução dos cursos oferecidos pela pasta, além de os funcionários não possuírem funções definidas. “Inicialmente estamos propondo uma redução de 56% do efetivo de RPAs, baseado na orientação do governo de deixarmos apenas o pessoal essencial para funcionamento do órgão público, sem prejuízo das atividades. No entanto, quando estiver aberta a discussão da reforma administrativa, apresentaremos as demandas não emergenciais, mas necessárias à volta da Igualdade Racial ao status que merece na estrutura governamental”, frisou. Fonte: Secom 



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