A Prefeitura de Campos, através da Superintendência do Envelhecimento Saudável e Ativo (Sesa), também está participando da Campanha Agosto Lilás, cujo objetivo é combater a violência doméstica contra a mulher. Nesta quarta-feira (21), a assistente social e chefe de gabinete da Sesa, Samara Soares, conversou com dezenas de idosos que frequentam as atividades promovidas na Casa de Convivência do Parque Tamandaré. Até o final do mês, as demais Casas de Convivência também vão receber o bate-papo.
Com ações sistemáticas, as equipes de todas as Casas de Convivência realizam trabalhos de orientação e informação a respeito da temática para os idosos. Samara frisou os tipos de violência que podem ser cometidos contra uma mulher e que, normalmente, acontecem no ambiente intrafamiliar. (Leia mais abaixo)
- Podemos e devemos romper com esse ciclo onde o príncipe vira sapo. Saibam que existem, em Campos, lugares que apoiam mulheres que são vítimas de violência. A denúncia pode ser feita pelo número 180. Mas, a vítima também pode procurar um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ou um dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Profissionais capacitados vão garantir todos os direitos assegurados às mulheres – disse Samara.
Uma das ouvintes - que terá a identidade preservada - relatou que foi criada pelos pais com o pensamento de que casamento deve durar para sempre, independente de qualquer situação. Ela disse que viveu harmoniosamente com o marido, que já faleceu. No entanto, duas das três filhas, já se divorciaram.
- Apesar da forma como fui criada, sempre apoiei minhas filhas em tudo. Se o casamento não dá mais certo, não tem porque continuar. As portas da casa sempre estiveram abertas para elas voltarem quando quisessem. E, assim aconteceu. A minha relação com meus ex-genros não mudou. Meu marido não concordava com a separação, mas eu sempre apoiei a decisão de cada uma – revelou a idosa.
Elza, aluna do grupo de Teatro Nós na Fita, leu um texto autoral citando a época em que vivemos onde predominam o desamor e o preconceito.
- Com bons exemplos, ganharemos respeito. As pessoas só fazem conosco o que a gente permite. Vivemos conflitos inter-geracionais, mas só nós podemos mudar isso. Comecem dentro de casa, com os bisnetos, netos, filhos, noras e genros. Façam as pessoas entenderem que merecemos respeito, apesar dos cabelos brancos – finalizou. (Leia mais abaixo)
DENÚNCIAS - A Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Ligue 180) é um serviço de utilidade pública gratuito e confidencial (preserva o anonimato), oferecido pela Secretaria Nacional de Políticas desde 2005. Funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil e de mais 16 países.