03/09/2016 0h25
Suledil Bernadino_______________________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
Esta semana, finalmente, foi dado o desfecho ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. O novo presidente do país, Michel Temer, está com a responsabilidade de encontrar um caminho para tirar o país da atual crise, iniciada no final do ano de 2014.
Vai ser muito difícil, com a baixa popularidade que ele tem, tomar as medidas necessárias para fazer com que o país volte a crescer novamente. Tendo como tiracolo a crise nacional, o governo do Estado do Rio de Janeiro, do PMDB, está em ponto de decretar “falência”, além da crise que assola os demais estados do país. O Coppom manteve as taxas de juros a 14 % e o desemprego chega a quase 12 milhões de brasileiros, três vezes a população Uruguai.
Sem a recuperação do crédito, a crise persistirá. Cada desempregado a mais, representa menos um consumidor no comércio. Com isso, a crise atinge a casa, as lojas e, por fim, chega à indústria porque se, as vendas caem, a produção também, gerando desemprego não só no comércio, mas também na indústria. Esse é o quadro de recessão, que vem se consolidando a cada avaliação do PIB por trimestre, como foi amplamente divulgado esta semana pelo noticiário econômico nacional.
A essa altura do campeonato, além de termos perdido o ano de 2015 e, até mesmo de 2016, tudo leva a crer que, no próximo ano, a crise vai se agravar ainda mais. Agora, os atores trocaram de lado. O PT era governo e, agora, vira oposição. O partido tem como base grande parcela dos sindicatos e dos movimentos sociais e forte influência perante o funcionalismo público. Imagina como Michel Temer vai enfrentar o que a grande imprensa tem cobrado dele, como reformas do Estado, da Previdência e Trabalhista, e outras.
O barulho dos tambores vão se intensificar. Infelizmente, a cúpula política do país não percebeu que só uma nova eleição poderia dar um novo presidente com respaldo das urnas e com base em um programa de governo a ser debatido amplamente pela sociedade em uma campanha eleitoral.
Enquanto as mudanças não vêm, quem continua pagando a conta é o povo pobre e trabalhador que, a cada dia, se desespera para ter a possibilidade da garantia da sua sobrevivência. Como diz o ditado popular, a esperança é a última que morre e, de esperança em esperança, a vida continua.