12/11/2016 00h15
Suledil Bernadino______________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
Esta semana, o mundo foi surpreendido com a eleição do novo presidente dos Estados Unidos e, contrariando as pesquisas de última hora, saiu vencedor o republicano Donald Trump. Bolsas de valores operaram com muitas oscilações em seus pregões.
Na última sexta-feira, dia 11, o dólar chegou a ser cotado no Brasil a R$ 3,50. Não sabemos por quanto tempo vai permanecer essa cotação. O Banco Central já interviu no mercado colocando o dólar à venda, pois o aumento da cotação do dólar beneficiou o setor de commodities, principalmente, o comércio de minério de ferro, do qual o Brasil é um grande produtor.
Por outro lado, o setor farmacêutico, que depende de muita importação, sofrerá aumento de custos, que vai chegar até o cidadão, quando for a uma farmácia comprar medicamentos com componentes importados. Esse é um dos exemplos de como a cotação do dólar pode afetar a vida dos brasileiros.
No que se refere à receita dos municípios e estados produtores de petróleo, não deixa de ser um pequeno ganho, oriundo das indenizações dos royalties do petróleo, mas a instabilidade continua, pois o preço do barril do petróleo brent, no mercado internacional, que chegou a ser cotado em U$ 53, esta semana, chegou à casa dos U$ 45.
Ninguém tem bola de cristal para prever por quanto tempo vai durar essa instabilidade, mas o que todo mundo sabe é que a crise está se aprofundando, a recessão no país é grande, a arrecadação nas três esferas de poder só vem caindo, dificultando ainda mais a vida dos gestores públicos ligados, principalmente, ao poder executivo. Já que os demais poderes vivem de repasse do Executivo.
Quanto maior a insegurança, seja do servidor público ou de um empregado da iniciativa privativa, maior será o medo de consumir gerando o efeito perverso na economia, que depende profundamente que os seres humanos sejam verdadeiras máquinas de consumo para que a engrenagem econômica não venha a parar.