16/07/2016 00h17
Suledil Bernadino_______________________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
O país vem atravessando uma grave crise econômica depois de 20 anos de estabilidade decorrente da implantação do Plano Real que pôs fim a um ciclo de estagnação com quadro de hiperinflação.
Do governo federal até os governos municipais, quase todos os entes da federação estão vivendo momentos de angústia e crise. A instabilidade política fez com que houvesse alternância de poder na presidência da República ainda que, de forma não convencional.
Até o presente momento, o país não encontrou o caminho capaz de oferecer uma saída para a crise da economia brasileira. A nova equipe de ministros do presidente interino Michel Temer, de uma maneira geral, não passa confiança para a população. Parece mais um quadro de “marinheiro de primeira viagem”.
No governo do Estado do Rio de Janeiro, também, houve troca de gestor, porém, a equipe de secretários é, praticamente, a mesma e não consegue apontar caminhos que gerem uma saída para a grave crise financeira pela qual o Estado vem passando, refletindo na péssima qualidade de serviços prestado ao povo, o que se refere à educação, saúde e segurança pública.
Estamos às portas das Olimpíadas, um evento internacional e, a cada dia, ficamos perplexos com o quadro de instabilidade governamental. Por isso, não podemos acreditar que “marinheiros de primeira viagem” podem apresentar soluções para grandes crises.
Em Campos, se não tivéssemos à frente da prefeitura dois ex-governadores, com experiência em gestão pública, já estaríamos vivendo um estado de caos porque ninguém perdeu tanta receita como os municípios produtores de petróleo, principalmente, Campos, que foi o que mais perdeu, ultrapassando a casa de R$ 1 bilhão de royalties e participações especiais.
No entanto, estamos dando apoio ao governo do estado quanto ao funcionamento do IML e Degase, além de ter assumido a administração do Restaurante Popular que iria ser fechado, deixando de servir milhares de refeições mensalmente para pessoas pobres e muitos desempregados em função da crise que nós vivemos. Pelo contrário, estamos contribuindo para a geração de empregos com a retomada de dezenas de canteiros de obras e fazendo com que Campos esteja em segundo lugar no Estado na geração de empregos, conforme dados publicados do Caged, do Ministério do Trabalho. Como diz o ditado popular “seguro morreu de velho”.