ARTIGO: A esperança de dias melhores


22/10/2016     SULEDIL-CAPASuledil Bernadino________________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria Esta semana, o governo fez uma pequena redução na taxa de juros Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) baixou os juros básicos da economia de 14,25% para 14% ao ano, um corte de 0,25 ponto percentual. É uma medida importante, porém, de pouco impacto a curto prazo. Milhões de brasileiros estão sem perspectiva quanto ao futuro econômico do país. São 12 milhões de pessoas desempregadas e muitas, que estão ameaçadas de perder seus empregos se a economia não voltar a crescer. Está muito difícil alimentar a esperança de dias melhores, tendo em vista a desconfiança no atual governo Michel Temer, conforme pesquisa de avaliação do seu governo, publicada esta semana. Somos reféns de uma economia de consumo que, infelizmente, está contido pelo alto índice de desemprego, juros para créditos novos caríssimos, inibindo o cidadão de fazer novas compras e novos investimentos. Grande parte das empresas está endividada e operando com capacidade ociosa, pondo em risco, principalmente, aquelas que mais empregam. O governo federal vem reduzindo seus investimentos para controlar os gastos. Um exemplo é a nova sede da Universidade Federal Fluminense (UFF), situada próximo à ponte de ferro na Beira-Rio, que está com sua obra paralisada há quase dois anos. Não vai ser fácil o ano de 2017, assim como não foram fáceis 2015 e 2016. É preciso ter paciência e esperar que a tempestade venha a passar. A reforma previdenciária precisa acontecer a fim de garantir o pagamento dos atuais aposentados e o futuro daqueles que trabalham e sonham com a sua aposentadoria. O governo federal conseguiu aprovar a PEC 241/2016, em primeiro turno na Câmara Federal. Com certeza, outras medidas virão, como por exemplo a reforma trabalhista. As duas décadas de bonança ficaram para trás. O que vem pela frente assusta a população que mais precisa do poder público. É claro que, do jeito que está, não pode ficar. Hoje, a dívida da União está perto da casa de R$ 3 trilhões. Temos que cair na real como acontece em nossa casa: quem gasta mais do que ganha, fica cada vez mais enrolado, chegando a perder a paz e, até mesmo, o sono. Não há remédio em farmácia alguma capaz de resolver este problema. Só com austeridade e trabalho árduo é que se pode vencer em tempos de crise.



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