Suledil: Crise econômica reduz o pão nosso de cada dia na mesa

ARTIGO


Atualizado em 21/06/2015   Suledil Bernardino capaSuledil Bernardino____________ (*)Secretário de Controle e Orçamento

O setor de panificação no Brasil, que congrega mais de 63 mil empresas, atende diariamente mais de 40 milhões de consumidores e emprega mais de 850 mil pessoas diretamente, começa a ser afetado pela crise econômica em função do aumento dos custos da matéria-prima, principalmente, pela elevação do preço do trigo que é importado da Argentina, decorrente da elevação do dólar frente ao real.

Influencia também na elevação do preço do pão o uso de ovos na parte de confeitaria que praticamente dobrou o preço de dezembro de 2014 até agora. E tem também o leite, mais o custo de embalagens, que teve aumento superior a 13%, além do aumento da tarifa de energia elétrica que afeta todos os brasileiros, notadamente o setor industrial que tem uma tarifa mais cara que a residencial. (Leia mais abaixo)

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), José Batista de Oliveira, o setor é um importante gerador e mantenedor de mão de obra, constituído por micro e pequena empresas, onde a maioria delas emprega no máximo até 20 funcionários. O que muita gente não sabe é que o preço do pão é baseado por quilo do produto. Um quilo de pão está custando nas padarias entre R$ 10 e R$ 13.

O pão, alimento essencial na cultura do povo brasileiro, apresenta índice de consumo de 33 quilos/habitante/ano, o que vem a ser pouco mais dos 60 quilos/habitante/ano recomendados pela ONU.

Encontra-se na Câmara Federal um projeto que defende a desoneração de produtos panificados, entretanto, não está sendo colocado em pauta como prioridade pelos parlamentares que controlam as comissões que analisam os projetos de lei. Enquanto isso não acontece, fica cada vez mais difícil manter na mesa do povo brasileiro “o pão nosso de cada dia”.

 



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