07/05/2016 06h12
Suledil Bernadino_____________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
A inflação do mês de abril fugiu à expectativa dos principais economistas do país: acelerou a 0,61% em abril, porém, recuou nos últimos 12 meses para 9,28%. As principais altas do mês vieram de alimentos e bebidas, de saúde e cuidados pessoais. (Leia mais abaixo)
A política de juros praticada pelo Banco Central, por meio da taxa Selic, continua há seis meses a 14,25% tentando frear o consumo, porém, o resultado do declínio da inflação está muito lento. O único fato importante até o momento é a queda abaixo de dois dígitos, nos últimos 12 meses, que cria um clima de perspectiva de tentar trazer a inflação para o teto de 6,5%, meta estabelecida pelo governo para o ano.
A possível mudança de governo não trará resultados tão rapidamente como esperam os empresários e o trabalhador brasileiro, pois o quadro de instabilidade política deve continuar atrapalhando o chamado ajuste fiscal, bem como o fato de ter eleições programadas para outubro é mais um complicador para se ter apoio do Congresso Nacional para aprovar medidas de natureza econômica, que venham beneficiar a volta do crescimento econômico.
Tudo leva a crer que teremos mais um ano perdido, como foi o ano de 2015. Vamos torcer para que haja mudanças no quadro político, que possibilitem que nós possamos ver um “céu de brigadeiro”, um desejo de todo brasileiro.