Suledil Bernadino_____________________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
Esta semana, o governo interino do presidente Michel Temer deu uma péssima notícia para os brasileiros. O governo anunciou um déficit para 2017, entre receitas e despesas, da ordem de R$ 139 bilhões. Para este ano, o governo já tinha anunciado um déficit de R$ 170,5 bilhões. Em 2014, as contas ficaram negativas em R$ 17,34 bilhões, valor que subiu para R$ 114,98 bilhões em 2015.
O governo anunciou também que prevê um déficit de R$ 79 bilhões para 2018 e um resultado fiscal neutro, ou seja, R$ 0, para 2019. De acordo com as informações do governo federal, começamos a criar déficits em 2014 e estamos projetando continuar assim até 2018, ou seja, mais um ano perdido para a economia brasileira.
Para agravar a crise, os estados estão de pires na mão querendo recursos do governo federal. O Estado do Rio já conseguiu R$ 2,9 bilhões até agora. Esse recurso, provavelmente, só ajudará as contas do governo do Estado do Rio até o final dos Jogos Olímpicos. Como eu dizia, antes, a crise é como uma enchente: a água continua se espalhando ainda mais, trazendo mais prejuízos para as cidades mais pobres do nosso país. (Leia mais abaixo)
Ou o governo toma as medidas de austeridade pra valer ou vamos estar agravando ainda mais a vida de milhares de empresários e milhões de trabalhadores. Do jeito que está, não é bom para ninguém com uma única exceção: o setor financeiro, cada vez mais concentrando em suas mãos, a riqueza gerada por valorosos trabalhadores e empresários do Brasil. Sem contar com o setor farmacêutico, que também vai continuar faturando em cima da angústia dos brasileiros. É verdade! Essa conta é mais uma que quem paga é o brasileiro. Para a economia do país, não tem remédio que faça milagre!