Suledil Bernadino_______________________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
Em janeiro deste ano, o preço do barril do petróleo no mercado internacional chegou ao fundo do poço, chegando a pouco mais de U$27, enquanto antes da crise, valia U$ 115.
No primeiro semestre, ele teve uma constante recuperação, chegando a ser cotado no início de junho a U$ 52, o barril, mas não se sustentou nesse patamar. Esta semana, ele chegou a ser cotado a pouco mais de U$ 41. Esta instabilidade afeta diretamente o humor dos gestores das prefeituras e estados produtores de petróleo porque reflete, diretamente, na arrecadação dos royalties do petróleo nos próximos meses.
A Venezuela, membro fundadora da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), está articulando uma reunião da Organização para tentar rever essa crise no mercado internacional do petróleo. As gigantes do petróleo, como a Mobil, a Shell e outras, viram suas dívidas dobrarem para U$ 138 bilhões, fazendo com que estas empresas tenham que cortar despesas, cada vez mais, para tentarem sobreviver à crise do preço do petróleo.
A arrecadação de Campos já sofreu perdas superiores a R$ 1,1 bilhão, se comparadas à arrecadação de 2014, antes da crise. Campos só não está um caos administrativo, graças à experiência dos ex-governadores Rosinha e Garotinho, que anteviram a crise, planejaram o enxugamento da estrutura da prefeitura, com a redução de secretarias, reduzindo em 10% os salários dos cargos comissionados e 25% de cada contrato, bem como encerrando alguns contratos existentes em função da impossibilidade de manter o pagamento, decorrente da brutal queda de arrecadação da principal receita do município de Campos, oriunda dos royalties do petróleo.
Quem não fez o dever de casa, está se enrolando cada vez mais, atrasando os salários dos servidores e, esta semana, tivemos ´conhecimento de um fato lamentável: o corte do fornecimento de energia da Prefeitura de Quissamã. Como escrevi, recentemente, a administração pública não pode ser executada por marinheiros de primeira viagem. Sem experiência, o barco pode afundar.