Suledil Bernadino____________________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
Esta semana, o governo federal divulgou que o mês de agosto teve a pior arrecadação, referente ao mês, dos últimos sete anos. Já se sabe que o déficit público do governo federal, até agora, previsto para este ano, vai ultrapassar a casa dos R$ 22 bilhões e a dívida pública brasileira, que anda perto de R$ 3 trilhões, deverá chegar a 70% do nosso PIB.
Um governo sem respaldo popular, só com base em apoio do Legislativo, dificilmente, vai emplacar medidas duras necessárias para recolocar a economia brasileira de novo nos trilhos. O efeito cascata, da queda de arrecadação do governo federal, acaba afetando o Fundo de Participação dos Municípios, principal receita da maioria dos municípios brasileiros pelos rincões do Brasil afora.
O que leva a crer que será muito difícil para a maioria das prefeituras do país continuar mantendo a qualidade dos serviços essenciais, que são prestados à população e, até mesmo, pagar em dia aos seus servidores. Pela experiência que temos em gestão pública, podemos afirmar que o pagamento do 13º salário de grande parte dos municípios e estados brasileiros está ameaçado.
Como disse recentemente, menos dinheiro em circulação significa menos poder de compra por parte da população afetando o comércio e, consequentemente, a indústria. É preciso que a sociedade pressione o governo para que não fique esperando as próximas eleições nacionais para discutir a crise que o país está mergulhado.
Já são 12 milhões de desempregados até o presente momento provocando um estado de insegurança social. Quem tem o seu trabalho hoje, como diz o pensamento de um autor chinês, “quem não dá duro no trabalho, hoje, vai dar duro procurando emprego amanhã”. Como diz o ditado popular “É melhor um pássaro na mão, do que dois voando”.