24/10/15 08h07

Não existe nos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro nenhuma outra cidade com tamanha exacerbação na antecipação do processo eleitoral de 2016 como em Campos. A antecipação do processo eleitoral na cidade se dá de forma inusitada porque foi engendrada por setores da mídia de oposição acirrada ao Governo da Prefeita Rosinha Garotinho, que lançaram a isca e fisgaram vereadores de oposição ao governo popular com a marca Garotinho. Feito isso, agora o palco principal de debates que antecipam o processo eleitoral é o plenário do Legislativo campista. O principal motivo da exacerbada antecipação do processo eleitoral reside no fato dos partidos opositores ao ex-governador Garotinho estarem apostando todas as fichas para que ele não consiga fazer a sucessão da Prefeita Rosinha Garotinho.
O outro motivo é que todos partidos querem ocupar o poder em Campos, principal cidade do Estado do Rio, e que recebeu investimentos vultosos em infraestrutura para recepcionar o Polo de Desenvolvimento no Norte do Estado.
E é o plenário da Câmara que vem sendo marcado por gestos e atitudes exacerbados dos vereadores de diferentes agremiações alinhadas ao PT do ex-presidente Lula e da presidente Dilma, e ao PMDB do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. São também protagonistas dessa antecipação do processo eleitoral de 2016 alguns vereadores da autodenominada ala independente, de diferentes partidos, mas motivados pelo mesmo objetivo, galgar o comando do município, que reconhecendo ou não, mudou de cara e passou a despertar o interesse de grandes investidores para médios e grandes empreendimentos, após o grupo liderado por Garotinho assumir o governo municipal.
Nos embates que antecipam o processo eleitoral de 2016 alguns protagonistas, tanto aqueles que estão com cargos eletivos, e também os derrotados nos últimos pleitos, posam de paladinos da verdade e disparam fanfarrices, abusando e debochando da memória da população. De vereadores a blogueiros que distorcem os fatos, a oposição avança, construindo uma percepção distorcida da realidade para a opinião pública, manipulando propositalmente a verdade para macular o atual governo, de forma a obter vantagens futuras no âmbito da governança.
Na ânsia pelo poder, alguns membros da oposição pisam nos princípios da ética, da moral, do decoro, e priorizam ataques pessoais em detrimento do dever de legislar, tingindo com marcas indeléveis os fatos que vão sendo registrados para no futuro contar a história de Campos dos Goitacazes. Nesta disputa, de um lado, posiciona-se Garotinho como Davi, já que as flechadas disparadas contra a Prefeita tem ele como alvo de três autoridades políticas do Rio, que personificam a força de Golias no contexto político. Afinal, do outro lado está um exército que conta com o poder e força da máquina do Estado, conduzida pelo Governador Pezão e pelo presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), que apoiam dois deputados de Campos entre os pré-candidatos para a sucessão de Rosinha.
É certo que, apesar da seca, como ainda tem água no Rio Paraíba do Sul para rolar debaixo da ponte, todas as ilações feitas pela mídia até aqui sobre o quadro sucessório, ainda terá novos contornos nestes 12 meses que antecedem a movimentação nas urnas.