Subsecretário lembra descaso na extinta Superintendência de Igualdade Racial

Gilberto Totinho solicitou um guarda civil municipal para zelar pelo prédio que estava abandonado


  • 29/01/2021, 10h22, Foto: Divulgação.

Após inspeção realizada nessa semana na sede da antiga Superintendência de Igualdade Racial, situado na Rua Comendador José Francisco Sanguedo, 129, no Centro, o subsecretário Gilberto Totinho relembra que, quando era presidente do Conselho Municipal de Igualdade Racial tentava diálogo com a gestão passada, para falar sobre as condições precárias do prédio e solicitar reparos, porém, nada foi feito.

“O governo passado não dava nenhuma atenção à Superintendência de Igualdade Racial, prova disso foi um longo tempo de uma exoneração do superintende até nomeação de novo gestor. É inadmissível um prédio ser saqueado oito vezes. Objetos sumiram. Recordo em uma das vezes que quando começou a chover, eu falei que móveis poderiam ser danificados, mas não fizeram o reparo no telhado e, com isso, danificou todo material” relembrou o subsecretário. (Leia mais abaixo)

Totinho relata que fez o pedido de um guarda civil municipal para zelar pelo local que estava abandonado. “Estive em reunião com o secretário de Desenvolvimento Humano e Social, Rodrigo Carvalho, e fiz o pedido para solicitação de um guarda municipal para nos ajudar com o suporte da segurança e evitar furtos. No passado foram oito furtos, sendo cinco registrados e três não, por não ter nenhum funcionário ou guarda municipal na sede da Supir”, relatou.

O subsecretário explica que o prefeito Wladimir Garotinho abraçou a causa e deu a devida importância para a elevação do espaço à Subsecretaria de Igualdade Racial e Direitos Humanos. “O prefeito abraçou a causa de continuar lutando pela conquista histórica dos negros campistas. Com isso, ele declara que respeita a luta pela igualdade racial, pelos direitos humanos e está disposto a trabalhar pelas causas junto com a equipe da Supir”, declarou Totinho.

O prédio foi construído no espaço onde os negros vinham para a Igreja dos Espíritos Novos, na antiga Rua dos Ossos, onde funcionava um lixão que os negros trabalhavam. “Foi uma conquista histórica de muita luta iniciada dos anos 80 por Sidney Pascouto, Anthony Garotinho e Orávio de Campos para nós negros do município”, finaliza Totinho.



fique bem informado