A conquista do direito ao voto feminino no Brasil completou 91 anos nesta sexta-feira (24) e a data foi lembrada pela Subsecretaria Municipal de Políticas para Mulheres e o Centro Especializado de Atendimento à Mulher Mercedes Baptista (CEAM) como um marco na luta feminina. A subsecretária da pasta, Josiane Viana, falou sobre essa conquista.
“Há 91 anos passamos a ter direito de escolher nossos governantes, através do voto. Foi uma longa luta que se estendeu por várias décadas e, hoje, completa esta importante marca”, afirma Josiane, acrescentando que a luta ainda continuou para que esse direito não fosse restrito a apenas uma parte das mulheres, mas que beneficiasse todas. (Leia mais abaixo)
No Brasil, a luta pelo voto feminino teve início em 1891, com a fundação da Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher, por mulheres como Nísia Floresta, Francisca Praguer Froes e Leolinda Daltro. A Liga tinha como objetivo principal a conquista do direito ao voto feminino, além da promoção da educação e da cultura para as mulheres.
Ao longo das décadas seguintes, outras organizações foram criadas para lutar pelo direito ao voto feminino, como a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922, e a Aliança Nacional de Mulheres, em 1931. As mulheres que participaram dessas organizações enfrentaram diversas formas de oposição, como o machismo, o conservadorismo e a violência policial.
Em 1932, após intensas mobilizações e pressões políticas, o então presidente Getúlio Vargas promulgou uma lei que permitia o voto feminino no Brasil. "No entanto, esse direito era restrito a mulheres casadas e com renda própria, o que excluía a maioria das mulheres brasileiras da época. Somente em 1946, após a promulgação da nova Constituição, é que todas as mulheres brasileiras passaram a ter direito ao voto, sem restrições".
A conquista do direito ao voto feminino no Brasil foi um marco importante na luta das mulheres por igualdade de direitos e de oportunidades na sociedade. A partir desse momento, as mulheres passaram a ter mais voz e representatividade na política brasileira, o que contribuiu para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.