STF vai impedir Bacellar de reassumir presidência da Alerj. Para relaxar a prisão, são necessários 36 votos favoráveis

Deputados de partidos da esquerda decidiram que vão votar pela manutenção da prisão e pelo afastamento da presidência da Alerj


  • 06/12/2025, 06h57, Foto: Divulgação.

A prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil) deixou dúvidas em alguns deputados se o afastamento dele da presidência, determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), era definitivo ou se ele poderia voltar a sentar na cadeira da presidência quando fosse solto. O parlamentar foi preso na quarta-feira (3), dentro da sede da Polícia Federal no Rio, durante a Operação Unha e Carne, por muitos indícios de vazamento de informações da Operação Zargun e de ter orientado o deputado TH Joias, que tem ligações com o Comando Vermelho, a eliminar provas.

Segundo informações divulgadas por sites da capital, especialmente os do grupo Globo,   autoridades que estão trabalhando no caso informaram que a possível soltura do investigado não o levará de volta à presidência. Essa deverá ser uma das cautelares impostas, caso a Alerj liberte Bacellar. (Leia mais abaixo)

DECISÃO NESTA SEGUNDA - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj fará uma nova reunião às 11h desta segunda-feira (8) para elaborar o projeto de resolução sobre o caso, e, em seguida, o texto será levado ao plenário, às 15h, para votação entre os 69 deputados. Para relaxar a prisão, são necessários ao menos 36 votos favoráveis.

Deputados do PT, PSB, PCdoB e PSOL, parlamentares da esquerda decidiram que vão votar pela manutenção da prisão de Rodrigo Bacellar e pelo seu afastamento da presidência da Alerj. Segundo integrantes do grupo, há sinais de que parte da base do governo Cláudio Castro também deve acompanhar esse entendimento, embora a base esteja dividida sobre o futuro da Mesa Diretora.

Primeira reunião foi adiada A reunião da CCJ desta sexta-feira (5), que seria o primeiro passo do rito, foi adiada. O presidente da comissão, deputado Rodrigo Amorim (União Brasil), justificou a decisão com base no artigo 268-B do regimento interno, que determina que a defesa deve ter até 48 horas para apresentar alegações orais ou escritas.

 



fique bem informado