Com votos de André Mendonça, Nunes Marque e Luiz Fux, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O primeiro a votar foi o ministro André Mendonça, relator do caso. Ele decidiu por manter a prisão de Vorcaro. Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o relator. (Leia mais abaixo)
O caso está em julgamento no plenário virtual da 2ª Turma do STF. A votação vai até a próxima sexta-feira, 20. Ainda falta votar Gilmar Mendes, presidente do colegiado. Dias Toffoli, integrante da 2ª Turma, e ex-relator do caso, não vai voltar. Ele se declarou suspeito.
Na decisão apoiada pela maioria, Mendonça também manteve a prisão preventiva de Marilson Roseno da Silva e medidas cautelares a outros investigados. Aos funcionários do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana foram estabelecidas as seguintes medidas:
A Leonardo Augusto Furtado Palhares e Claudia Queiroz de Paiva foram impostas as três primeiras medidas.
Outra medida validada foi a suspensão, por tempo indeterminado, das atividades das seguintes empresas:
A suspeição de Toffoli - Dias Toffoli sempre insistiu em que não tinha causas de suspeição nem impedimento e permaneceu como relator do caso Master por mais de 80 dias. Porém, em fevereiro, a PF arguiu sua suspeição, indicando troca de mensagens entre o ministro e Vorcaro, além de possíveis pagamentos. (Leia mais abaixo)
Com isso, o presidente do STF, Edson Fachin, convocou uma reunião com todos os ministros. Toffoli se afastou do caso, sem se declarar suspeito e com o aval dos colegas, que chancelaram todos os seus atos no processo.
Na quarta-feira 11, porém, ele se declarou suspeito para julgar um mandado de segurança para obrigar a Câmara a abrir a CPI do Master. Em seguida, também comunicou a Gilmar sua suspeição por motivo de foro íntimo. Ele fez questão de ressaltar, na decisão do mandado de segurança, que os colegas haviam reconhecido que ele não era suspeito nem impedido.
O caso Master e a prisão de Vorcaro - Daniel Vorcaro foi preso em 4 de março, junto com outras três pessoas, enquanto outros investigados cumprem medidas cautelares, como uso de tornozeleira. As prisões foram autorizadas com base em apuração de agentes federais que identificou indícios de formação de grupo para acessar dados sigilosos e intimidar jornalistas e adversários. A decisão de Mendonça citou acesso irregular a sistemas restritos da PF, do Ministério Público Federal e de órgãos internacionais, como a Interpol.
Fonte: Revista Oeste