Sogra de jovem morta na Linha Amarela desabafa: 'Era uma menina excepcional'

Familiares da Bárbara Elisa Yabeta Borges estiveram no IML do Centro na manhã deste sábado (1º) para reconhecimento do corpo


  • 02/11/2025, 10h14, Foto: Divulgação .

Familiares da Bárbara Elisa Yabeta Borges, morta durante confronto entre criminosos na Linha Amarela, Zona Norte do Rio, compareceram ao Instituto Médico Legal (IML) do Centro, na manhã deste sábado (1º), para o reconhecimento do corpo. Ao DIA, a sogra da jovem, de 28 anos, Andréia Assis, afirmou que a nora era uma "menina linda, com um coração imenso".

"A menina falava tão doce. Não tem o que dizer. Era uma menina excepcional, trabalhadora, conquistando o espaço dela, foi promovida há pouco tempo, superfeliz. Conseguiu passar, tirou a carteira de motorista, vibrando, altos planos com meu filho", lamentou Andréia, emocionada. Ela contou, ainda, que Bárbara fazia planos para engravidar em breve. Segundo a mulher, na tarde desta sexta-feira (31), seu filho, que estava em São Paulo, ligou, desesperado, dizendo que a localização do celular de Bárbara, rastreado através de um serviço de GPS, indicava que ela estava em um hospital. (Leia mais abaixo)

"Fui fazer um negócio lá embaixo no prédio e vi uma senhora vendo um vídeo desse arrastão. Eu perguntei para ela: 'Isso é agora?', porque a gente nunca sabe. Ela disse que sim, era naquele exato momento. Quando eu subi, ele [o filho] me ligou, mas já me ligou transtornado. 'Mãe, corre, o que está acontecendo com a Bárbara? Aconteceu alguma coisa, está dando a localização dela dentro do Hospital de Bonsucesso'. Só que a gente esperava o quê? Ela passou mal, está ferida. Mas a menina já chegou lá praticamente morta", relembrou. Andréia também protestou contra a violência no Rio e considerou o problema uma "politicagem". "Vítimas somos nós, que só de uma moto encostar do seu lado, você já treme. Da pessoa virar e falar: 'Desce, perdeu'. Você não conseguir desatar um cinto, levar um tiro. De você ter que comprar dois celulares, um para saber que o bandido vai levar e outro para você usar. De você não poder ter um lazer. De você sair de casa já nesse estresse, de saber se vai voltar."

"A nossa opção é trabalhar e conquistar, dia após dia, o pão de cada dia, que era o que a minha nora estava fazendo, conquistando os sonhos dela. Vítimas somos nós", completou, bastante emocionada. Ela estava acompanhada da mãe da vítima, Beth, que não quis conversar com a imprensa, e de um outro familiar. 

O sepultamento de Bárbara ocorrerá às 16h deste domingo (2) no Cemitério de Irajá. O velório começará às 13h.



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