SJB recebe oficina sobre manejo agroecológico


quarta-feira, 7 de novembro de 2012 (Foto: Flávia Pizeli/Rio Rural) Capacitação em aula prática sobre a técnica de adubação alternativa de origem japonesa Agricultores de São João da Barra e São José de Ubá, no Norte e Noroeste Fluminense, participaram nesta quarta-feira (7) da primeira oficina de atualização para transição da agricultura convencional para a agroecológica. Durante toda a manhã e parte da tarde, eles tiveram uma aula prática sobre a técnica de adubação alternativa bokashi, de origem japonesa, e o manejo agroecológico. Os onze agricultores integram uma pesquisa participativa, coordenada pela Pesagro-Rio. “Na Região Serrana os agricultores que estão testando o bokashi estão achando que ele é tão eficaz no desenvolvimento das plantas quanto o adubo químico. Mas a diferença principal que eles veem é no preço. O adubo alternativo é muito mais barato”, revela a agrônoma Ana Paula Pegorer de Siqueira, consultora do Rio Rural que proferiu a palestra. A aula aconteceu na propriedade do casal de agricultores Denise e José Almeida, na microbacia Rio Doce, em São João da Barra, onde está montada uma unidade de cultivo protegido de hortaliças. A oficina foi a primeira de quatro atividades programadas com os produtores pelo núcleo de Pesquisa Participativa do Rio Rural. “Eles formam o grupo de agricultores experimentadores e são nossos parceiros. Através das experiências deles, orientadas pela Pesagro-Rio, vamos adaptar as técnicas à realidade local. Eles ainda vão participar de oficina sobre controle alternativo de pragas e sobre comercialização”, disse Luiz Antônio de Oliveira, coordenador do núcleo de pesquisa. O agricultor José Almeida mostrou-se muito animado com a transição para a agroecologia. "Além de fazerem mal a nossa saúde e a de quem consome os alimentos, os agrotóxicos são caros e os adubos químicos também não são viáveis para os pequenos produtores. Se pudermos aprender uma técnica nova e saudável, é sempre muito bom”, disse. Investidores de olho na agricultura sustentável A técnica do bokashi, que chegou ao Brasil há trinta anos, possibilita a produção de composto orgânico a partir de resíduos obtidos por fermentação. O material se torna fonte de nutrientes para as plantas e estimula o aumento e a biodiversidade na terra. Responsável pela implantação e coordenação das estufas e do plantio ecológico, o engenheiro agrônomo José Márcio Ferreira, da Pesagro-Rio, explicou que o objetivo final é melhorar a qualidade dos alimentos e a qualidade de vida dos agricultores. “Este solo é muito pobre em nutrientes, é arenoso. Para plantar aqui é preciso trazer muita matéria orgânica de outras regiões e o bokashi é uma ótima alternativa para que eles continuem produzindo com qualidade”, explicou. Durante a oficina, foram produzidos pelos técnicos e pelos agricultores 300 quilos do adubo alternativo, que será testado nas lavouras e avaliado em conjunto com a Pesagro-Rio. A estufa montada nas terras de Denise e José foi implantada através de parceria do governo estadual com a LLX, empresa logística do grupo que está construindo o Complexo Portuário do Açu, em São João da Barra. Ao todo, a parceria com a empresa vai financiar seis estufas e seis sistemas de produção conhecido como mandala. Atualmente, cinco estufas já estão produzindo e uma está em fase de adaptação. Das seis mandalas previstas, cinco estão montadas, duas delas produzindo e as demais em fase de implantação e plantio.



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