As medidas de economia e austeridade para conter a crise nas finanças municipais, que será enviado à Câmara de Vereadores pelo governo nos próximos dias, não agradaram os servidores. Em nota, o Sindicato dos Profissionais Servidores Municipais de Campos (Siprosep), diz ter sido surpreendido pelas medidas do governo. A nota é assinada pela presidente Elaine Leão.
— É uma crueldade e falta de respeito. Os servidores não concordam com cortes de direitos, já que estão com seus salários defasados, faltando EPI (equipamentos de proteção individual) na linha de frente sem o mínimo de condições de trabalho. Gratificações e insalubridade nos atendimentos de urgência e emergência são direitos legais diante do risco de vida que os servidores correm na rotina do trabalho — afirmou. (Leia mais abaixo)
A nota do Siprosep acrescenta ainda que “a substituição é uma nomenclatura da hora extra na saúde que se faz necessária para a continuidade do atendimento a população nas unidades de urgência e emergência”.
Ainda de acordo com as nota, “trocar servidores experientes em plena pandemia por RPAs não é visto pelo sindicato como um ato responsável pois os servidores foram treinados no início da pandemia, e ao longo desses 14 meses obtiveram experiências de como lidar com esse momento, e agora na situação atual da pandemia colocar RPA inexperiente não pode ser visto como economia, mas sim como um ato muito arriscado. Será que o governo acha mais importante a economia do que a vida?”, indagou.