A partir da próxima segunda-feira (8), todas as unidades escolares das redes particular, municipal e estadual em Campos poderão funcionar 100% no modelo presencial. Mas a decisão da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia divide opiniões. Enquanto as unidades particulares, através do Sindicato das Escolas Particulares de Campos (Sinepe), recebem bem a medida, o Sepe (Sindicato Estadual dos Professores) a contesta.
“O sindicato recebe com muita satisfação a notícia do retorno às atividades presenciais, certo que já estávamos há tempo pleiteando tal medida, de forma que as escolas fossem contempladas com as flexibilizações, da mesma forma que se deu com as outras atividades econômicas. Esperamos que o retorno presencial auxilie na recuperação pedagógica dos alunos, de forma a equalizar o déficit sofrido neste período de restrições”, disse o advogado Bruno Lannes, assessor jurídico do Sinepe. (Leia mais abaixo)
Bruno diz ainda esperar que as escolas possam planejar com mais tranquilidade o ano letivo vindouro e que os responsáveis legais vacinem seus filhos e possam depositar ainda mais confiança no trabalho desenvolvido pelas escolas particulares.
“Acreditamos que a maioria dos alunos retornarão as atividades presenciais, mas estamos recomendando que as escolas mantenham até o fim deste período letivo atividades remotas não presenciais para aqueles que estão ainda com receio de retornar ao ambiente escolar”, acrescentou.
A coordenadora do núcleo local do Sepe, Odisseia de Carvalho, manifestou preocupação com as aulas presenciais. “Há uma previsão da Secretaria de Educação que no dia 8/11 teremos o retorno de algumas escolas de forma presencial. Nós temos uma preocupação em relação a este retorno, principalmente com relação ao que se refere a estrutura de nossas unidades escolares”, afirmou.
“Nós já estamos com a maioria dos profissionais já vacinados, um pleito do Sepe, mas neste momento precisamos garantir o retorno de forma segura”, finalizou.
A novidade foi publicada em Diário Oficial suplementar, na noite da última quarta-feira (3), através de decreto do Executivo. No entanto, a medida em relação às escolas municipais não é obrigatória, de acordo com o secretário Marcelo Feres. “As aulas no modelo híbrido e não presencial continuarão válidas. Já temos 70 escolas funcionando nestas condições”, frisou. (Leia mais abaixo)