Sindicato acusa Fundação de perseguir funcionário demitido; instituição nega

O servidor foi desligado da instituição através de um comunicado denominado “nota pública à sociedade campista”.


  • 03/09/2021, 17h41, Foto: Reprodução.

A demissão do administrador Carlos José Martins Manhães pela Fundação Benedito Pereira Nunes (FBPN), que mantém o Hospital Escola Álvaro Alvim e a Faculdade de Medicina de Campos, repercutiu no Sindicato dos Administradores do Estado do Rio de Janeiro(Sinaerj) , que criticou a forma como o servidor foi desligado da instituição, através de um comunicado denominado “nota pública à sociedade campista”.

Segundo o Sindicato, Carlos José “foi demitido sumariamente do seu emprego, após várias ações de perseguição profissional como corte de gratificação, aumento de carga de trabalho à revelia do trabalhador, entre outras, o que se configura, claramente, como prática antisindical por parte do empregador”. (Leia mais abaixo)

A entidade sindical pontuou que “uma questão central nas relações de trabalho é o direito do trabalhador se organizar a partir da sua entidade sindical e, entre outras medidas protetivas para este direito, está a estabilidade sindical aos diretores de sindicatos para que não sejam perseguidos e mesmo demitidos por conta do cargo de representação que exerçam”.

Ainda de acordo com o sindicato, “o mais perturbador neste caso é que o empregador não é uma empresa privada convencional, e sim uma fundação filantrópica, a Fundação Benedito Pereira Nunes, mantenedora da Faculdade de Medicina de Campos e do Hospital Escola Álvaro Alvim. A direção da fundação pratica a mais vil das práticas antissindicais que é perseguir dirigentes sindicais que possam representar uma voz crítica às suas ações de gestão”.

O Sindicato dos Administradores enfatizou ainda que “Carlos José tem mais de 30 anos de trabalho e dedicação para com a instituição, e foi demitido arbitrariamente e como motivo para a demissão foi informado que era falta de sintonia com a direção”.

Mas a direção da Fundação Benedito Pereira Nunes contesta o Sindicato. Através do advogado Felipe Souza, “a instituição afirma que jamais praticou qualquer ato de perseguição, seja contra associados do Sinaerj ou funcionários vinculados a outros sindicatos”.

“No que tange ao corte de gratificações, a medida se deu não de forma exclusiva em relação ao senhor Carlos José, mas a todos os componentes de uma comissão extinta com amparo legal”, acrescentou. (Leia mais abaixo)

A FBPN afirma ainda que não houve aumento de carga de trabalho, já que a instituição define para os seus funcionários carga horária legal prevista pela legislação. "Aliás, durante a existencia da FBPN, jamais foi apontado pelo Sinaerj qualquer prática antisindical', conforme aponta o comunicado do sindicato.

Por fim, quanto ao impeditivo do desligamento do funcionário apontado pelo sindicato, “a FBPN esclarece que está aguardando documentação que comprove a confirmação do obstáculo que confirme o impedimento da demissão, conforme email enviado ao Sinaerj no último dia 26/08, que até hoje não foi respondido”.



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