“Silêncio do Makhoul”


  • 22/10/2019 09h34 Foto: Campos 24 Horas.

Venho a público esclarecer uma questão que povoa a imaginação de algumas pessoas que não me conhecem. Saber trabalhar em silêncio é privilégio de poucos e me dou a este luxo, já que tenho credibilidade e fé pública pelo que já realizei. A saber: Presidi a SFMC de 1975 a 1979. Nos idos de 1976, trabalhei em silêncio quando planejei e montei o primeiro Pronto Socorro de Campos, na Santa Casa de Misericórdia, junto com o então prefeito Wilson Paes, José Maria Ferraz – secretário de Saúde – e Dib Abdala Chacur, chefe do Serviço de Medicina Social do Inamps.

Naquele tempo havia indigentes e o Pronto Socorro os atendia em igualdade de condições com os previdenciários e particulares. Ou seja: 12 anos antes de ser implantado o SUS, nós já tínhamos feito em Campos o seu precursor e colocado em prática. (Leia mais abaixo)

Institui e realizei o primeiro e o segundo Congresso Médico Cidade de Campos, que já está na 18 edição. Fundei o Sindicato Médico de Campos, como, também, planejei e fundei a Unimed Campos – reconhecida, à época como empresa cidadã.

Em silêncio, também, assumi a presidência da Fundação Benedito Pereira Nunes em dois mandatos, de três anos cada, e aumentei seu faturamento de R$ 5 milhões para R$ 30 milhões por ano. Neste período implantei o Hospital Escola Álvaro Alvin e o certifiquei como hospital de ensino – à época, o único do interior do Estado do Rio de Janeiro – pelo Ministério da Educação e pelo da Saúde.

Implantei junto com Dr. Gualter Larry Alves a primeira UTI do interior do Estado do Rio de Janeiro, na Beneficência Portuguesa.

Operei mais de cinco mil pacientes durante os 27 anos que fui neurocirurgião e parei de operar em 2002, devido a um acidente sofrido.

Cuidei de mais de 60 mil pacientes ambulatoriais, entre indigentes e pacientes do SUS, no ambulatório da Santa Casa. No meu consultório particular tenho cadastrados 25 mil pacientes. (Leia mais abaixo)

Fui professor da FMC por 30 anos, onde formei vários neurocirurgiões, que atualmente são top de linha no Estado do Rio de Janeiro e no Brasil, por ordem alfabética Jânio Nogueira, Orlando Maia e Rui Monteiro. Motivo pelo qual fui homenageado no dia 15 de março deste ano pela Sociedade de Neurocirurgia do Estado do Rio de Janeiro.

Em 2002, na audiência pública para o orçamento de 2003 em Campos, apresentei proposta para complementar o atendimento médico realizado pelo SUS, tanto de hospitais quanto de profissionais, tendo sido aprovada por unanimidade e que salvou os hospitais da falência.

Vou parar por aqui, senão fica cansativo, mesmo em silêncio, expor por escrito os meus feitos. Mas não posso deixar de informar, que fui por 25 anos, conselheiro do Conselho de Ética, que é o Cremerj. Em relação a minha assessoria ao prefeito Rafael Diniz, aceitei a incumbência porque tenho a pretensão e intenção de mudar radicalmente a rede de atenção à Saúde na região Norte e Noroeste Fluminense, iniciando pela atenção primária e culminando com a quaternária, onde se insere o atendimento na primeira hora do infarto e do AVC.

Estou trabalhando desde que assumi, em 6 de julho deste ano. E os projetos aos quais me referi, já estão prontos e serão colocados em prática pelo Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf). Com esta finalidade, realizamos o Fórum da Saúde do Norte e Noroeste Fluminense, no dia 10/10/2019, na Faculdade de Medicina de Campos (FMC) e um dos nossos convidados foi o professor Eugênio Vilaça Mendes, consultor do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e autor de mais de 100 artigos publicados e 16 livros. Veio, também, o professor Renê Santos, especialista em formação de Consórcios e legislação sobre eles. Para quem não sabe, a melhor forma de angariar recursos na área de Saúde é através de consórcios.

O exposto é público e notório, os meus feitos estão documentados nas instituições que presidi e nas quais trabalhei. E, em relação aos projetos atuais, foram mostrados e discutidos no fórum. Está claro que trabalhamos estes 46 anos em prol da comunidade e da sua saúde. Em silêncio, como disse Cristo: “a tua mão direita não deve saber o que a esquerda está fazendo”. (Leia mais abaixo)

E aos críticos desinformados, vale a máxima: “Se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro”.



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